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quinta-feira, 18 de maio de 2017

PORTUGAL - MADEIRA

ILHA DA MADEIRA

19 a 25 Abril 2017

A
608km de Marrocos e a 1000km de Lisboa, no meio do Oceano Atlântico, João Gonçalves Zarco empurrado por violentos ventos quando explorava a Costa Africana, em 1418, encontrou a Ilha de Porto Santo, onde colocou a bandeira portuguesa. Voltou nos dois anos seguintes e, em 1420, envolta em nevoeiro, foi surpreendido por uma ilha encantada com muito verde e água doce.
Em 7 anos, foi colonizada. Cultivou-se cana de açúcar e, à custa de escravos, foram escavados canais (as levadas) para irrigação, trazendo as boas águas da montanha.

A escolha do hotel obrigava a ter uma boa vista sobre o mar 
e ficar perto do centro da cidade para poder fazer passeios a pé. O Pestana Carlton Madeira satisfazia as duas condições, além de pessoal simpático.
Ainda sem carro, a tarde de chegada foi de descoberta, pela Avenida do Infante, com os seus jacarandás já com poucas flores,

até à Casa da Vigia
sede do Governo Regional, para a visita dos seus jardins 

e primeiras panorâmicas da cidade do Funchal.

Logo em baixo, o Parque de Santa Catarina com os seus lagos, 
árvores exóticas 

e, ao fundo, a pequenina e encantadora Capela de Santa Catarina 
que terá sido o primeiro templo religioso erigido na Madeira, em 1425. Tem elementos de arquitectura manuelina e uma cruz dos Templários em basalto local.

Passando pela estátua de Colombo, 

descemos à Praça do Infante.

O Convento de Santa Clara vigia-nos.

Uma pequena pausa no Café Ritz, 
para um batido, na esplanada e para apreciar os belos azulejos nas suas paredes.

Outra estátua, esta do descobridor, o 
 
o interessante edifício do Banco de Portugal e 

a Fortaleza-Palácio de São Lourenço, noutra praça.

Já a  nos aparece, ao fundo, de fachada gótica. 

Infelizmente, Torre está em restauro. O orago é Nossa Senhora da Assunção. Data de 1493 o início da sua construção tendo sido concluída em 1514. Decorria uma celebração, mas deu para dar conta da riqueza do seu altar-mor, 
com elementos de talha dourada e belas pinturas a óleo sobre madeira.

A Cidade Velha mostra ruas estreitas calcetadas com desenhos típicos da calçada portuguesa.

Praça do Município 
tem uma monumentalidade que mostra a importância da cidade. 
Dominam o Colégio dos Jesuítas 
(cuja visita vamos guardar para outro dia) e o edifício da Câmara Municipal. Virados para ele, à direita, 
Museu de Arte Sacra
encerrado a esta hora.

Também encerrado, mas por outros motivos, votado ao abandono,Estúdio de Photographia Vicentes
que pertenceu a Vicente Gomes da Silva (1827-1906) que foi fotógrafo das casas reais da Áustria, Brasil e Portugal e toda uma sociedade cosmopolita da Ilha, nacional e internacional (estrangeiros que procuravam a ilha como estância terapêutica e de lazer). Em 1982 foi transformado em museu, com um espólio de 400 mil negativos, cenários, objectos fotográficos e mobiliário. Tínhamos muita curiosidade em visitá-lo e ficámos chocados com o seu abandono. 
O próprio edifício 
com a sua varanda 
em cantaria e o pátio, 
mereceria uma classificação de interesse público.

Voltámos à Praça do Infante e regressámos ao hotel pela 
Avenida do Mar, 

passando pelo hotel do CR7 
e pela tão famosa estátua, onde os turistas esperam pela sua vez de fazer selfie...

Avis fica praticamente em frente ao hotel e foi lá que fomos buscar o carro para o nosso primeiro contacto com a Natureza da Ilha, no segundo dia.
Subimos em direcção ao Monte, por Santo António, visualizando as torres às riscas da sua igreja e 
passando a povoação do Monte 
cuja visita será em outro dia. Parámos um pouco acima no Miradouro do Curral dos Romeiros de onde se desfruta uma larga paisagem,
da Ribeira de João Gomes ao Cabo Girão.

O miradouro fica aos pés do 
Santuário do Terreiro da Luta 

dedicado a Nossa Senhora da Paz 
para agradecimento pelo restabelecimento rápido da paz após o bombardeamento do Funchal pelos submarinos alemães em 1917.

Continuámos a subir para o 
Pico do Areeiro
a 1810m de altitude, no maciço central. 

Aqui, o tempo é, invariavelmente, instável, 
o que não facilita o percurso pedestre até ao Pico Ruivo (1862m), o mais alto da Ilha.
Na descida, à direita, a indicação de Eira do Serrado, levou-nos a outro miradouro, por estrada estreita mas de bom piso. 
O Miradouro do Paredão 

sobre o Curral das Freiras
entre 1400 e 1459m. A povoação onde as freiras do Convento de Santa Clara se esconderam para fugir aos ataques dos piratas ao Funchal, aparece-nos depois de um gigantesco paredão. 
É uma visão extraordinária!...
Voltámos para trás, em direcção a Santana.
Ribeiro Frio é um local fresco, de onde parte a Levada do Furado, 
uma das mais conhecidas, que rega uma parte da vertente até Porto da Cruz e Machico e desemboca na Boca da Portela e nos Balcões. 
O seu parque florestal tem a mais rica flora da Madeira 
e um viveiro de trutas.

Pelo caminho até Santana, São Roque do Faial aparece a rodear a branca capelinha
e, no vale, 
as faias e outras árvores indígenas e a ribeira que vai desaguar em Porto da Cruz, 
aos pés da Penha d'Águia.

Em Santana, almoçámos bem, no "Colmo": provámos o bolo de caco, as lapas grelhadas 

e a espetada em pau de loureiro com milhos fritos.

Ainda fotografámos a Igreja (1698/1745) dedicada a Santa Ana e São Joaquim

e as casas típicas, do século XVI. 


Embelezadas com cores garridas, 

estas são, agora, um chamariz para os turistas. 

Compõem-se de duas divisões, uma sala com luz e um quarto interior, 
com um pequeno sótão que funcionava, também, como quarto de dormir. Os alimentos eram confeccionados no exterior.

Seguimos para Porto da Cruz
Foram as primeiras terras a ser desbravadas na Costa Norte dadas a Lançarote Teixeira, filho do primeiro capitão donatário do Machico.
Foi a Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe que nos encarou primeiro. 

A grande rocha da Penha d'Águia, com o fortim em cima, 
protege a pequena localidade dos ventos do Norte. 

O engenho, o único na Europa a funcionar a vapor, 
onde se fabrica o vinho seco (o rum da Madeira) tem uma lojinha ao lado para experimentar e comprar. 

Pelas ruas estreitas 
chega-se à praia de grandes calhaus rolados, 

passando por alguns bares.

Em cima, já à saída, do miradouro, avista-se o Caniçal
o principal porto de pesca ao atum e que já foi centro de caça à baleia (proibida em 1981).

Foi já com chuva que chegámos ao Machico, onde desembarcaram Zarco e os seus companheiros. Tristão Vaz Teixeira foi o capitão donatário 
(tem estátua na praça) 
nomeado pelo Infante Dom Henrique. 

A Matriz
consagrada a Nossa Senhora da Conceição, do século XV, tem um portal lateral com arcos geminados sustidos por colunas de mármore branco. 
Retábulo barroco no interior. 
Frondosos plátanos separam-na do edifício da Câmara Municipal.

Dez minutos depois, estávamos em Santa Cruz

Cidade de pescadores, à beira-mar 
a calçada é profusamente enfeitada com motivos náuticos. 


É bonito o edifício da Câmara 

e encantadora a Travessa da Fontinha...

Jantámos muito bem no Chalet Vicente
na Estrada Monumental: doses abundantes e bem confeccionadas e pessoal simpático que nos cativou para todos os jantares seguintes na Ilha.

O Curral das Freiras mereceu outra visita, desta vez desde o local mais visitado.
Sempre a subir, saímos do Funchal, no terceiro dia, por Santo António.

Paisagem de picos agrestes forrados de verde surpreende-nos a cada curva, com as casas a escorregar pelas encostas. 
Jardim da Serra 
é a povoação que se vê de um dos miradouros.

O GPS mandou-nos por ruas estreitas onde mal cabe um carro, de povoações de casas modestas e, de repente, um fio de água surgiu na encosta.

Chegados à Eira do Serrado, verificámos que o local é bem mais turístico do que o miradouro do Paredão. 
Existe uma pousada 
e, a partir dela, o caminho pedestre até ao Curral das Freiras

Preferimos vê-la por cima, bem no fundo do grandioso vale vulcânico. O miradouro fica a 800m acima da aldeia. Os picos irregulares das montanhas dão-lhe um encanto especial. 

Até 1959, o único acesso era um trilho irregular em ziguezague. 
Sem qualquer meio de comunicação, a televisão só aqui chegou em 1986.

Resolvemos voltar a Santana, para ir ao Parque das Queimadas. Pelo caminho, Faial com a sua igrejinha branca.

À entrada de Santana, uma cortada à direita levou-nos ao Parque Florestal das Queimadas

É um local muito procurado para percursos pedestres e podemos confirmar isto pelo número de carros que nos dificultou o estacionamento. 

A 883m de altitude, o parque tem uma floresta original da Madeira 

e levadas. 

Fica no sopé do Pico Ruivo que só é acessível a pé. Um grupo de chalés dão-lhe um encanto especial.

Descemos para almoçar em Santana.
Fomos a São Jorge de propósito para ver a sua Igreja, do século XVIII,
conhecida pela sua riqueza de Arte barroca da época de D. João V. 
O seu altar-mor com tecto pintado em perspectiva, 
azulejos, retábulo de talha dourada e pinturas são elementos que não se espera encontrar numa povoação pequena e modesta.

Descendo para Arco de São Jorge, o Miradouro da Vigia mostra-nos a povoação 
e piscinas naturais cuja água é renovada pela rebentação.

Arco de São Jorge fica junto ao mar, 
com as encostas cultivadas (a região é conhecida pelo seu vinho da casta Sercial).

Boaventura fica a seguir, entre dois morros. 

Para um chá, parámos no restaurante Boaventura, num ambiente sereno e mágico.

E já se vislumbra, numa curva da estrada, Ponta Delgada 
com a sua grande piscina e os socalcos de vinhedos.

A estrada é estreita (ER101
e há troços onde só cabe um carro. A atenção tem que ser redobrada.

Na foz da Ribeira de São Vicente, a cidade fica protegida por uma falésia, um pouco afastada do mar.

Ruas estreitas encaminham-nos para o centro.

A Igreja Matriz 

foi construída no século XVII e tem, no tecto, uma pintura de São Vicente 
a abençoar a cidade e, por cima da talha dourada, abençoa um navio. 
Três naves e um altar-mor de talha dourada, 
as colunas pintadas terminam num friso de pinturas alusivas à vida de Cristo.

Ruas empedradas e motivos alusivos a São Vicente.
Atravessámos a Ilha até Ribeira Brava, na costa Sul. 
Uma praia de pedras 
e um porto de pesca com acesso por um túnel e, junto ao mar, 

a Torre 
que é vestígio do fortim do século XVII construído para defesa das investidas dos piratas. A vila foi construída na foz da ribeira entre montanhas cobertas de bananeiras. 
A Igreja de São Bento 
mantém algumas características do século XVI.

A volta à Ilha, no quarto dia, começou em Câmara de Lobos
vila piscatória localizada numa pequena baía que deve o seu nome ao grande número de lobos-marinhos que aí viviam quando Zarco aqui desembarcou.
O porto está protegido por duas falésias vulcânicas e, numa delas, está o miradouro 
onde, nos anos 50 do século XX, Winston Churchill se sentava a pintar a paisagem.
A Capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição
fica ao virar da esquina. Do século XVI, a pequena e simples capela, 
por fora, não mostra o que guarda no interior! 
Paredes marmoreadas 
com pinturas de Nicolau Ferreira com temática mariana e alusões a milagres de São Pedro Gonçalves Telmo.

Nesta zona, abundam os bares com anúncios de poncha. 

Por ruas calcetadas 
chegámos à 
Igreja Matriz de São Sebastião 
mandada construir pelo Infante em 1426, ampliada e remodelada nos séculos XVII e XVIII. 
Tem um rico altar-mor em talha dourada, com um São Sebastião.

A cerca de 10 minutos, está o miradouro do Cabo Girão
na ponta da falésia vertical de 580m, com o seu novo acrescento de vidro.

Em baixo, as fajãs do Rancho e do Cabo Girão.

Perto, fica a Fajã dos Padres
abaixo de uma falésia de 250m só acessível por um teleférico. Antes, existia um elevador cravado na rocha. 

A descida é suave e agradável. 
O preço, 10€ por pessoa, afasta as famílias mais numerosas... 
Em baixo, 
só se ouvem os pássaros e o restolhar das lagartixas. 
Parreiras, 
flores e frutos tropicais, 

caminhos sombreados entre os campos cultivados à beira-mar. Os cachos de bananas enfeitam-se com flores.

Fomos almoçar à Calheta
A Igreja aparece à direita, numa curva.
De 1639, é dedicada ao Espírito Santo e ainda mantém alguns sinais manuelinos 
apesar das alterações que foi sofrendo ao longo dos tempos. Ao lado, os Engenhos da Calheta

A ribeira, 
a meio da estrada que leva à beira-mar, está enfeitada.

Jardim do Mar 
é uma freguesia composta por um pequeno aglomerado de casas à volta da Igreja dedicada a 
Nossa Senhora do Rosário

Com 252 habitantes, até aos anos 60 do século XX só era acessível por mar. Pequenas veredas com os nomes em calçada portuguesa, 


levam até ao mar. Hoje, uma marginal contorna toda a povoação, com Paúl do Mar ao fundo. 
Vive da agricultura e do turismo do surf nas suas ondas. Em cima, junto ao parque de estacionamento, a Capela de Nossa Senhora da Piedade 
(1746), votada ao abandono, já foi a igreja paroquial.
Seguindo a linha de costa, aparece Paúl do Mar.

Voltámos à ER101 até Porto Moniz, parando para fotografar Santa 

(abreviatura de Santa Madalena do Mar) pegada a Porto Moniz 
cuja fama turística vem das suas piscinas naturais nas rochas vulcânicas. 

É o único porto abrigado na Costa Norte protegido por uma língua de terra que se estende em direcção ao Ilhéu Mole

Até 1980 praticou-se, aqui, a caça à baleia.
De regresso ao Funchal, procurámos a tão falada Cascata Véu da Noiva 
que se precipitava no mar por cima da ER101, com os carros a passarem por baixo dela, até à derrocada da encosta que levou à interrupção da estrada. 

Agora, fica entre dois túneis e pode passar despercebida.
O fim de tarde estava agradável o que proporcionou um bom passeio, no Funchal, fotografando a Fortaleza-Palácio de São Lourenço.


A Encumeada fica no centro da Ilha e é o local mais estreito, podendo visualizar-se as duas costas, se gostarmos de caminhar e as nuvens estiverem altas.
Subimos, no quinto dia, até à 
Serra de Água
uma pequena aldeia no vale da Ribeira Brava onde corre uma ribeira num vale estreito, deslumbrante, de vegetação abundante de salgueiros e álamos. Vítima das enxurradas de 2010, o local não mostra sinais da tragédia.

Continuando a subir até à Encumeada, a 1007m de altitude, a vegetação passou a rasteira, 

não perdendo beleza, com vacas a pastar.

Descemos até à costa para visitar a Ponta do Sol.

A arquitectura, à beira-mar, lembra a Riviera francesa. 

O seu povoamento iniciou-se em 1425, enriquecendo com o chamado ouro branco, cultivando cana de açúcar. Ainda hoje se encontram vestígios da influência cultural, como o antigo cinema, na encosta. 

O Centro Cultural John dos Passos 
lembra o escritor americano com raízes na terra. E no Largo do Pelourinho, uma Cabine de Leitura 
onde os livros estão acessíveis para leitura, para levar e deixar outros livros.

Fomos almoçar a Câmara de Lobos e, no caminho, parámos no miradouro da Torre onde se tem uma vista espectacular de 360 graus. 
Câmara de Lobos, em baixo, espraia-se desde as encostas de bananeiras 

até ao porto de pesca e igreja. 

Um cruzeiro comemora os 300 anos da Restauração de 1640.

A Casa do Farol serviu-nos muito bem. O filete de pescada com banana frita e molho de maracujá 
acompanhado por milhos fritos, estava muito bem confeccionado.

Regressámos ao Funchal e subimos ao Monte
de carro, para visitar a Igreja e o jardim público.

A Igreja de Nossa Senhora do Monte 
ergue-se num outeiro, no local onde Adão Gonçalves Ferreira edificou uma capelinha. Adão tinha uma irmã gémea, Eva, e foram as primeiras crianças a nascer na Ilha da Madeira. 
A igreja actual é do século XVIII, de fachada com um frontão barroco de grandes janelões. 
Dentro, no altar-mor, 
um tabernáculo de prata com uma imagem da Virgem descoberta no século XV no Terreiro da Luta, onde apareceu a uma pastorinha. 
À esquerda da nave, o túmulo do imperador Carlos I de Habsburgo 
que, com a dissolução do Império Austro-Húngaro em 1918, foi obrigado a exilar-se primeiro na Suiça e em 1921 na Madeira.

Os carros de cesto estão arrumados, a esta hora.

O jardim público 
parece bem agradável, mas a chuva não deixou que o visitássemos com vagar.

Descemos de novo ao Funchal e embrenhámos-nos pela Cidade Velha fundada no século XV.

Entrámos na Igreja do Colégio 

dos Jesuítas (Igreja de São João Evangelista),  na Praça do Município onde se preparavam os festejos do 25 de Abril, com uma grande fotografia de Salgueiro Maia. 

Do século XVII, a sua arquitectura marca a transição entre o Maneirismo e o Barroco, mas o impressionante é a riqueza do seu interior:
talha dourada, 
pinturas do século XVI e XVII 
e azulejos enfeitam profusamente todo o espaço.

O penúltimo dia foi mais calminho.

Faltava-nos o Mercado dos Lavradores

O colorido das frutas 

e das flores, 

os peixes locais 

e a simpatia dos vendedores justifica a visita. O edifício é de 1940, tem três pisos e um pátio central aberto.

Depois fizemos a viagem de Teleférico até ao Monte.

A cidade foi desfilando nossos pés.

A visita ao 
Jardim Tropical Monte Palace 



é uma viagem pela flora da Madeira. 




A casa apalaçada
já foi residência de cônsul inglês e hotel. Joe Berardo adquiriu a propriedade em 1987 e o espaço ficou mais rico, com obras de Arte espalhadas. 

Arte Africana, 
painéis de azulejos do século XI ao século XX.

Os carros de cesto 
descem, com os turistas.

De novo na Cidade Velha, o Projecto Arte de Portas Abertas 








deu vida às portas das ruas mais velhas e degradadas espalhando essa Arte de Rua que tanto me encanta. A Rua de Santa Maria é uma galeria a céu aberto.

Largo do Corpo Santo 

é dos primórdios da fundação da cidade. 
A capela 
foi construída pelos pescadores e tem obras lindas de Arte Sacra 
e um altar-mor com pinturas a óleo sobre tábua.

A Rua Portão de São Tiago leva-nos ao forte cuja mancha amarela
já tínhamos visualizado ao longe: 

é a  Fortaleza de São Tiago 
que fica junto ao mar e foi construído em 1614. Alberga o Museu de Arte Contemporânea.

As últimas horas do último dia foram de chuva. Mas, antes de embarcar no Aeroporto Cristiano Ronaldo, ainda tivemos uma aberta para um último passeio no Jardim de Santa Catarina e, fotografar a flor da árvore da baunilha, de São Tomé, 
e acabar em beleza a visita à ilha que é um jardim!


* * *


9 comentários:

São Rosas disse...

Grande Viagem. Digna de uma ilha mágica!

Anónimo disse...

Parabéns. Óptimo guia com excelentes fotografias.
Bjs e Abr.
Bernardo

Ló disse...

Uma belissima reportagem. E agradeço que esteja tão completa porque, como não posso lá ir, fiquei a conhecer tudo e todos os recantosbeijinho aos dois

celeste maria disse...

Uma reportagem cinco estrelas!
Desejo-vos muita saúde para nós continuaremos a brindar com estas pérolas.
Obrigada, meus amigos.

Titá disse...

Foi bom rever alguns locais da Madeira e ter oportunidade de conhecer outros que me "escaparam" aquando das minhas visitas. Através dos vossos olhos as viagens têm um outro encanto.
Beijinhos aos dois

DOM RAFAEL O CASTELÃO disse...

boa reportagem que deu para reviver alguns do loacais já por nós visitados. Ficámos a conhecer melhor!
Obrigado

quito disse...

Muitos destes locais são-me familiares. Estive na Ilha duas vezes.Porém, a foto certeira traz ao observador realidades magníficas. O melhor que posso dizer deste brilhante trabalho do casal Moreirinhas, é que ma fica um enorme apetite de voltar. Obrigado.

lili disse...

Obrigada por mais esta linda viagem! Já visitámos várias vezes a Ilha, mas é sempre uma maravilha ler as descrições e ver as fotos que vocês nos oferecem.

Cá ficamos à espera de nova viagem :).

Beijinhos

cota13 disse...

Tudo lindo.
Obrigado.
Um abraço.