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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PORTUGAL - Juncal do Campo - Salgueiro do Campo - Castelo Branco - Belmonte

   
20/21 Maio 2011

Combinámos almoçar com os nossos amigos São e Quito. Saímos de Aveiro por volta das 9 horas e meia e tomámos a A25 até à Guarda. Aí, mudámos para a A23 e pusemos o GPS para Salgueiro do Campo.
Assim que saímos da auto-estrada, a paisagem mudou e ficámos a entender a razão do bucolismo que sobressai nos textos do Quito no blog Encontrogeracoesbnm. Passámos a barragem da Marateca, entrámos em Salgueiro do Campo e passámos pela Farmácia Vaz Pereira sem nos darmos conta. Voltámos atrás, desligámos o GPS e ligámos o AJP (Abre a Janela e Pergunta). Toda a gente conhece a farmácia.
Muitos beijos e abraços e, num instantinho, estávamos na Lameirinha a saborear os maranhos, prato típico da Beira Baixa: é um enchido sem conservação, feito de véspera, a partir do bucho (estômago) de ovelha que se recheia com carne de cabra, presunto, entremeada de porco, chouriço e arroz. Tudo muito bem temperadinho com hortelã, salsa, vinho branco, sumo de limão, noz moscada e sal q.b..
De regresso, parámos em Juncal do Campo,
a terra onde nasceu a São e onde os nossos amigos se casaram, na igreja branquinha, Ermida de São Simão, do séc.XI ou XVII.
O nome do lugar vem da existência de extenso juncal com boas pastagens que atraíam os pastores para apascentar o gado. Pertenceu ao foral da Covilhã (1186) e foi doada aos Templários em 1214. A freguesia foi criada em 1933, por decreto-lei, depois de ter pertencido a Alcains e Salgueiro (daí a rivalidade com este último...)
Uma aldeia encantadora,
apesar de parecer abandonada. Com casas com portas de características quinhentistas
actualmente rebocadas com granitos salientes, balcões e alpendres.
Aqui são todos primos e primas e foi a doce prima Lurdes que assumou à janela e desceu para abrir portas e portões para nos mostrar as antiguidades, o viver de antigamente.
Por entre ervas e troços lavrados pela persistência da prima, fomos ver onde era o forno
e visitar o Duarte Ferrador. O Duarte já lá não está mas, no abandono, conseguimos vislumbrar o que resta do dispositivo onde os animais eram submetidos a tratamentos, marcação e ferragem.
E o armário dos medicamentos
e instrumentos com que o Duarte arrancava os dentes às pessoas.
Na Vivenda Filipe já não se ouvem os risos das brincadeiras das férias bem passadas. Por escada íngreme, subimos ao terraço, de onde se vê o resto da aldeia e as serras à volta. Como devem ter sido belos e românticos os serões de Verão à luz das estrelas que forram os céus das aldeias serranas!...
Regressámos a Salgueiro do Campo, à farmácia, onde deixámos os homens a descansar do repasto e fomos fazer o tour, ajudados pela simpatia da mãe de um colega, cardiologista em Coimbra, que foi buscar a chave da igreja. Na encosta da Serra do Salgueiro, o lugar recebe carta de couto no séc.XV concedida por D. Afonso V a seu sobrinho Gonçalo Vaz de Castelo Branco, duque de Viseu.
Pelo caminho, a cabeça bem protegida por chapéu de palha, as senhoras iam cumprimentando esta e aquela e festejando as crianças.
De alçado simples e torre sineira quadrada, a igreja matriz de São Pedro sobressai no casario escuro de granito e xisto.
Dentro, uma nave única com altar-mor rico, onde sobressaem, além do padroeiro, S. Pedro, um Santo António e uma Senhora da Conceição.
Subindo ladeira apertada, empedrada, aparece a singela capelinha de São Sebastião.
Mais acima, virando à esquerda, o interessante Calvário
e, em frente, uma encantadora casinha enfeitada de flores com cortinas de renda.
Ao lado, a casa onde nasceu Maria Lalande (1912-1968), uma das maiores actrizes dramáticas do Teatro Nacional de Portugal,
famosa por muitas interpretações fantásticas desde "Ascensão de Joaninha" de Gerard Hauptmann, "Pigmaleão" de Eugène O'Neil, "António Marinheiro" de Bernardo Santareno até aos clássicos de Gil Vicente.
Continuámos o passeio, apreciando os belos balcões com varandas em ferro forjado e os solares.
Depois de um refresco na esplanada do café ao lado, rumámos a Castelo Branco, onde iríamos dormir no hotel Colina do Castelo.
A noite era para assistir ao desfile dos modelos dos finalistas do Curso de Design de Moda de que fazia parte a Maria Lourenço,
sobrinha do Ricardo. Com a Joana, o Ricardo chegou perto das 20 horas, a tempo de um jantar rápido, antes do desfile.
Um bom espectáculo. Os "miúdos", prometem! Alguma ousadia, mas muitas coisas interessantes. A Maria foi a que apresentou os modelos mais bonitos!...

Na manhã seguinte, fizemos a visita da cidade.
Castelo Branco
cresceu devido à indústria textil. Deve o seu nome à existência a um castro luso-romano (Castro Leuca) no cimo da Colina da Cardosa em cuja encosta se desenvolveu o povoamento da área. Foi doado aos Templários por volta de 1182. No foral, dado em 1215, consta o nome de Castel-Branco. O papa Inocêncio III confirma esta posse e dá-lhe o nome de Castelobranco. Por essa altura, os Templários mandam edificar as muralhas e o castelo. Em 1510, D. Manuel I concede-lhe Novo Foral já com o nome de Castelo Branco. Torna-se vila em 1642 e cidade em 1771.
Da colina, descemos até ao centro, passando em frente ao edifício do Museu Francisco Tavares Proença Júnior,
não nos passando despercebidas as belas portas com algo manuelino,


a bonita praça com o belíssimo cruzeiro profusamente trabalhado e o original Passadiço sobre a Rua Bartolomeu da Costa,
junto ao Jardim do Paço Episcopal. Este, é um interessante espaço com lagos, bucho recortado em desenhos geométricos
ao estilo jardim francês e muitas estátuas. A Escadaria dos Reis de Portugal
é o conjunto que chama mais a atenção. Criado em 1725 a pedido do bispo da Guarda, D. João Mendonça. São muitas as esculturas, desde estátuas de Evangelistas, Apóstolos e doutores da Igreja a símbolos de Zodíaco e as quatro partes do Mundo até então conhecidas (Europa, Ásia, América e África). Em cima, a purificadora cascata de Moisés.
A caminho da Sé, são visíveis as casas medievais,
com as belas varandas, algumas em muito bom estado de conservação.
A , igreja matriz de São Miguel
começou a ser construída no séc. XIII. A fachada é austera, com pouca ornamentação, com óculo circular e um nicho com estátua de S. Miguel ladeado por duas grandes varandas
e duas torres sineiras quadradas. Nave única, no interior, chama-nos especial atenção, lateralmente, a Capela da Senhora da Conceição em estilo barroco, com a imagem ricamente colorida e muito bonita.
Devagarinho, porque o sol e o calor apertam, procurando as sombras, desembocámos na Praça Velha, Praça Luís de Camões,
onde se encontra o Domus Municipalis, antigo edifício do séc. XVI que apresenta, na fachada, uma esfera armilar, as armas de D. Manuel I, bem como uma lápide datada de 1646 evocando o facto de D. João IV ter entregue a protecção do Reino à Imaculada Conceição. Actualmente funciona aqui a Biblioteca Municipal Dr. Jaime Lopes.
Virado para a Praça, um interessante arco
por onde se vislumbra uma rua íngreme com solares medievais. Faz parte da Casa do Bispo que alberga o Paço do bispo da Guarda.
O Museu Cargaleiro
fazia parte dos nossos tópicos para visita.
Manuel Cargaleiro (1927-) nasceu em Chão das Servas, Vila Velha de Ródão, distrito de Castelo Branco. Ceramista e pintor, por esta ordem, pois começou, ainda em criança, a moldar pedacinhos de barro. Criou a Fundação Cargaleiro à qual doou um conjunto vasto das suas obras e da sua colecção particular de arte, inicialmente em Lisboa mas, desde 2004 em Castelo Branco. Abriu na Rua dos Cavaleiros, primeiro no Solar dos Cavaleiros, palacete do séc.XVIII que, inicialmente serviu de acolhimento a mulheres mundanas que estivessem dispostas a mudar completamente de vida; no séc.XIX, passou a recolher crianças órfãs, tendo-se instalado a roda.

Actualmente, neste edifício estão expostos os "pratos ratinhos", uma colecção do artista que merece a pena ver de pratos cerâmicos utilizados pelos chamados "ratinhos", trabalhadores rurais sazonais que se deslocavam pelo país, conforme a época das colheitas.
O novo museu,
de linhas arrojadas, vigiado pelo castelo, na encosta, sobressai nas suas linhas modernas e de cor branca, com a Praça Académica aos pés. Aqui estão algumas peças de cerâmica de outros artistas, nomeadamente Picasso e do próprio Cargaleiro, bem como placas cerâmicas, azulejos, telas a óleo e tapeçarias como a "Les Jardins Lyriques de Lisbonne", de 1980, com 237x430 cm, executada por Fortunato Silvério em ponto gobelins 48/48, segundo pintura de Cargaleiro.
O almoço foi excelente tendo a Maria e o Diogo vindo juntar-se a nós.

Depois de nos separarmos, os primos para Setúbal e nós para Aveiro, resolvemos parar em Belmonte.
Um pouco antes, cortámos à direita na indicação Centum Cellas.
Na aldeia do Colmeal, procurámos pela "Torre", aos locais, porque se perde a indicação , como é habitual (...). De planta rectangular de três pisos, rendilhada pelas muitas janelas, foi, depois, fácil de identificar. Também chamada Torre de São Cornélio, no Monte de Santo Antão, diziam ter sido uma prisão com cem celas onde teria estado preso São Cornélio. Na década de 60 do séc.XX, com a prospecção arqueológica da zona envolvente, descobriu-se uma vila romana em que a torre seria a habitação de nobre romano de grande influência e poder económico de nome Caecilius. No entanto, escritos de historiador romano da primeira passagem dos romanos, chama-lhe "Torre Velha", o que supõe ser mais antiga. As pedras justapostas sem qualquer argamassa, faz lembrar as construções incas que vimos no Perú.

Belmonte,
foi uma agradável surpresa. Há cerca de 20 anos estivemos aqui e o castelo estava ao abandono, habitado por pombos e transformado numa esterqueira.
Hoje, toda a vila está um encanto!
A história do local já vem do séc.XII, quando recebeu o foral das mãos de D. Sancho I, em 1199. Foi aqui que nasceu o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral.
O Castelo,
cujos alcaides pertenciam à família dos Cabrais, domina, no cimo de um maciço rochoso granítico. A fachada principal é orientada para sul com um portal em arco de volta perfeita, encimado por uma esfera armilar e pelas armas da família Cabral. No lado sudeste, está o espaço residencial,
maneirista, com uma pequena torre medieval. Sobressai uma rasgada janela manuelina com verga de recorte trilobado.

No seu interior foi erguido, em 1992, um anfiteatro destinado à apresentação de espectáculos.
Impunha-se a visita à Judiaria.
A Comunidade Judaica de Belmonte está relacionada com a resistência dos judeus à intolerância religiosa na Península Ibérica. Com medo das represálias da Inquisição, os judeus portugueses que não abandonaram o país, converteram-se ao cristianismo em termos oficiais, mas mantendo o seu culto e tradições no âmbito familiar, decidindo isolar-se do mundo exterior, cortando com o resto do país. Eram os "marranos", do hebraico "transformado/convertido à força". Durante séculos, os marranos de Belmonte mantiveram as suas tradições quase intactas e só nos anos 70 do séc.XX a comunidade estabeleceu contacto com os judeus de Israel e oficializou o judaísmo como sua religião.
As ruas são tão estreitas que, em alguns percursos, não cabem duas pessoas a par.
Os balcões floridos contrastam com a cor escura da pedra. E, lá no fundo, a Sinagoga (1997), muito branca.
Uma quietude boa e o sussurro das pessoas a conversarem nas soleiras, transformam este local num paraíso perdido.
Em frente à Biblioteca, edifício dos antigos Paços do Concelho, o original pelourinho,
simbolo medieval do poder municipal, representa uma prensa de azeite.
Subimos até à Casa da Banda da Música,
antiga escola primária onde o cantor Zeca Afonso fez a 4ª classe com a tia que era a professora da altura.
No morro em frente ao castelo, mais abaixo, a Capela do Calvário (séc.XIX),
com os símbolos do mesmo na porta, e a Capela de Santo António (séc.XII/XVII)
com brasão e armas das famílias Queiroz, Gouveia e Cabral.
Do outro lado da rua, a Igreja de S. Tiago,
românica do séc.XIII, panteão dos Cabrais, com frescos e uma "Pietá" espantosa. Daqui parte um dos Caminhos de Santiago, até a Compostela, na Galiza.
O sol começava a descer para a linha do horizonte

e voltámos à A23 e depois à A25 até casa.



18 comentários:

São Rosas disse...

Olha, olha, passaram por Caria acima... e por Caria abaixo!

Rui Felício disse...

Belíssimas fotografias, como sempre. Texto pedagógico enquadrando as imagens e fazendo recordar-nos a nossa riquissima História.
Uma viagem entre portas que não desmerece daquelas que o casal Daisy e Alfredo têm feito pelo Mundo, o que prova que viajar com olhos de ver, é aliciante em toda a parte, mesmo nos locais que muitas vezes olhamos sem realmente os ver.

Parabéns por esta belíssima reportagem em terras da São e do Quito.

JottaElle disse...

Excelente! Bravo! Isto é cultura! PARABÉNS . Abraço.

ricjoa disse...

Viagens de portugueses por Portugal podia ser o título da crónica. Foi um passio óptimo. Beijinhos. Joana.

DOM RAFAEL O CASTELÃO disse...

Coisa fina!
É o que se chama uma SUPER REPORTAGEM!
Sãoquito deve estar todo "inchado"
Parabéns!

Ana Isabel disse...

Eis a prova de que vale mesmo a pena ir para fora cá dentro!

Beijinhos para os dois :)

cota13 disse...

Assunto de assunto.
Obrigado Meninos.
Tonito.

Nazaré Baptista disse...

Bem hajas, Primo!
Um beijinho para os dois...

Nela Sarmento disse...

Obrigado Amigos por nos fazerem partilhar de lugares tão lindos, belas fotos e excelentes explicações históricas.
Um grande beijinho para os dois, como é bom aproveitar a vida

olinda Rafael disse...

Um passeio por terras beirãs bem
encantadora.
Gostei de conhecer as aldeias dos nossos amigos da farmácia Pereira...
E desejo muitas felicidades à Joana na sua futura vida profissional.

abilio disse...

Obrigado pelo belo passeio que nos proporcionaram.
As fotografias e a informação que as acompanha são excelentes e um contributo para despertar o interesse por desbravarmos Portugal por recantos ainda pouco conhecidos.
Abílio

Carlos Viana disse...

Senhor de Moreirinhas:

Estava à espera de por aqui encontrar a Dona Aurora mas deparo--me com um pequeno passeio caseiro que não terá tido outro fim do que encher a pança com "maranhos", tudo isto com a conivência de um abastado lavrador da Beira Baixa.
A gula é um pecado mortal!
Estou certo que a São e a Daisy não tiveram nada a ver com isto.

Carlos, O Invejoso.
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Meus queridos amigos Daisy e Alfredo,

Excelente, como sempre, esta vossa recolha. Fotos maravilhosas, legendadas com o cuidado e o carinho de quem gosta de proporcionar a outros as suas emoções e conhecimentos adquiridos.
É um privilégio acompanhar as vossas viagens.
Fui uma única vez a Castelo Branco, já lá vão uns bons 40 anos, e a única memória que tenho é a das Escadas dos Reis.
Também fiquei a perceber o porquê da rivalidade entre Juncal e Salgueiro do Campo, várias vezes referida pelo Quito.

Obrigado, um grande beijo e um grande abraço.

Carlos, O Verdadeiro.

quito disse...

Neste recanto beirão, sobram as palavras. A interioridade secou-lhes a alma e o Tempo, esse, corre ao ritmo dos arrastados ponteiros da vida.
Também a nós, se nos secam as palavras.O que diremos, é sempre de menos, perante tão bem ilustrado e documentado trabalho, dos nossos queridos amigos Daisy e Alfredo.
Por duas vezes, nos visitaram. Por duas vezes confraternizámos, neste interior profundo. Uma primeira abordagem rural e uma segunda mais citadina.
Em ambos os casos, pela pena e objetiva da Daisy, ficámos a conhecer melhor os lugares que calcorreamos.Mérito dela, que não deixa os seus créditos por mãos alheias. Percebe-se da profundidade com que estuda as coisas, para depois as partilhar com os amigos. Momentos culturais, que mais não são, que perfeitas aulas de aprendizagem.
Rigor e minúcia. Assim podemos definir o blogue "Travel with us". Cá ou além fronteira, é sempre uma carícia para os nossos olhos.
Nesta época conturbada do planeta, é sempre animador e reconfortante ver o mundo pelo mesmo prisma que a Daisy e o Alfredo o contemplam.
E aqui, neste espaço, encontramos um refúgio de didático lazer, para quem ama as coisas belas da vida.
Pela minha parte, pela parte da São, o nosso reconhecido agradecimento, pelas palavras e pelas visitas e, numa qualquer outra ocasião, lá teremos de novo o Carlos, com a sua voz de trovão, a dizer: "então Senhor Engenheiro, vai mais um bifinho ?"
Grande abraço
São e Quito

Saint-Clair Mello disse...

Caro Moreirinhas, não perco um passeio contigo. Onde quer que vás, irei atrás, saboreando os pratos, olhando as paisagens, entrando pelas ruelas, pelos caminhos. Qualquer dia voltaremos - eu e minha mulher - a esta tua terrinha encantada. Abraços.

Anónimo disse...

Parabéns pela bonita reportagem, o nosso Portugal é lindo...infelizmente, mal governado.

Famélia Cabral (Luís e Fátinha)

Elisa disse...

obrigada por esta viagem lindissima

José Cruz Boavida disse...

Por mero acaso abri este documento turistico,bem feito e histórico, que me permitiu entre outras fotografias ver a minha cidade e alguns locais da minha infância com a Torre do Relógio a dizer-me que estvam a chegar as 16horas. José da Cruz Boavida

Carlos Viana disse...

A propósito da conversa no fb, revisitei esta vossa reportagem.
Voltei a vê-la, de fio a pavio, com muito prazer. Já não me lembrava de alguns pormenores como, por exemplo, da 4ª classe do Zeca Afonso, com aulas dadas pela tia...
Mais uma vez, obrigado.
Beijos e abraços.