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terça-feira, 18 de junho de 2013

CANADÁ


NIAGARA CITY, TORONTO, OTAWA

4 a 13 Junho 2009


Entrámos no Canadá, vindos de Chicago, de automóvel, no Chevy que tínhamos alugado em Philadelphia, quando chegámos aos USA.

No dia 4 de Junho de 2009, pisámos, pela primeira vez, o país que ocupa a maior parte da América do Norte, banhado por três grandes oceanos, o Atlântico a leste, o Pacífico a oeste e o Ártico a norte. Em área, é o segundo maior país do Mundo (depois da Rússia), embora só tenha cerca de 33,5 milhões de habitantes.
É uma Federação, composta por 10 Províncias e 3 Territórios, uma Democracia Parlamentar com um Primeiro Ministro e uma Monarquia Constitucional que tem a Rainha do Reino Unido como Chefe de Estado!
Alguns historiadores dizem que a presença portuguesa, através do navegador João Vaz Corte Real, foi a primeira a chegar aqui, por volta de 1472. Pelo Tratado de Tordesilhas, a Coroa Portuguesa chegou a criar um imposto para a pesca do bacalhau, no início do séc.XVI. Mas a colonização começou, efectivamente, nesse século com os britânicos e com os franceses. Os Territórios do Noroeste, Manitoba, Saskatchewan e Alberta para os Britânicos e a Região dos Grandes Lagos e rio São Lourenço para os Franceses. Na Guerra de 1812, os USA tentaram anexar territórios. Em 1837, o país ficou unido (Alto e Baixo Canadá) em uma única Província, mantendo o Reino Unido o controle das relações exteriores do Canadá. O ano de 1965 marca nova identidade para o Canadá, com a adopção da actual bandeira e aplicação de duas línguas oficiais, o francês e o inglês.
Tem a maior taxa de imigração per capita do Mundo ocupando principalmente os grandes centros urbanos de Toronto e Vancouver.

A nossa entrada foi pelo Ontário, 
com poucas formalidades: sem sair do carro, mostrámos os passaportes, dissemos que éramos portugueses e que estaríamos seis dias no Canadá. Pouco depois, do lado esquerdo, no meio de um campo verde, uma casa de madeira com a bandeira canadiana e... uma bandeira portuguesa!

Às 19.30h chegámos a NIAGARA CITY, ao hotel 
"Double Tree by Hilton", com janela para o lago. Jantámos no "The Keg", um bife bem passado e tenrinho acompanhado por batata frita com casca, cogumelos e salada. Foi, talvez, a nossa melhor refeição neste Continente onde a comida foi o nosso grande problema!
As cataratas precipitam-se de um penhasco com 57m de altura. Formam-se duas cascatas 
porque o rio é dividido em dois canais pela Goat Island. De um lado da ilha ficam as Canadian Horseshoe Falls 
(com a forma de ferradura) e, do outro lado da fronteira, ficam as mais pequenas, as American Falls.

Esta é a região dos Grandes Lagos. O rio Niagara precipita-se nos lagos Erie e Ontário. À noite, como era Domingo, houve fogo de artifício às 22h.

De manhã, a subida à Skylon Tower ficou para outra visita, por causa da neblina.

Caminhámos ao longo do paredão, começando por admirar as quedas do lado americano e a Rainbow Bridge que atravessa o desfiladeiro entre o Canadá e os Usa. Não houve sol e não houve arco-íris para ninguém.

Até TORONTO foram apenas 138 km. O "Blonde Place hotel", na Dundas St, é vulgar. Em Toronto, os hotéis são muito caros.
A cidade fica situada nas margens do Lago Ontário. 

Foi um povoamento de índios nativos. Em 1720, fixou-se aqui um posto de comércio de peles, francês. Foi disputada pelos Americanos e Britânicos na Guerra de 1812. Na II Guerra Mundial, cresceu imenso com a chegada de 500 000 imigrantes, em especial italianos. Actualmente é uma grande miscelânea também de portugueses e chineses.

O seu ex-libris é CN Tower, com 553m de altura. 

Foi construída em 1970 pela Canadian Broadcasting em parceria  com a Canadian National (CN), a companhia de caminhos de ferro.
Quando entrámos no hall das bilheteiras, fomos "assaltados" por um casal de indianos. "São quatro?", perguntaram em inglês. O bilhete para subir custa 32 dólares canadianos por pessoa. Mas... se fosse um grupo o preço reduziria significativamente. O mínimo para ser considerado grupo, é de 20 pessoas. Já tinham reunido 3 grupos de pessoas mas só somavam 16. Nós éramos mesmo à medida. Eu e a Joana, ficámos a observar. A cena era hilariante porque, ao longe, só se via o Alf a rir e o Ricardo a negociar. Deu certo. Contas para aqui, contas para ali, acabámos por pagar 19 dólares cada um!...
O piso de observação (Look out level) a 346m acima da cidade, proporciona belas vistas de Toronto. 

O piso de vidro causa uma sensação estranha. 
Há quem não consiga pisá-lo.

Yorkville é a zona que, na década de 60 do século XX era a preferida dos hippies, frequentada por figuras como Joni Mitchell. Agora, as pequenas casas de tijolo e madeira 
estão ocupadas por lojas de luxo, galerias de arte e restaurantes. Muito bem conservadas, as casas tornam a zona muito agradável para passear.
Depois de uma refeição ligeira, procurámos a Dufferin Street, 
na expectativa (gorada) de encontrar uma família conhecida (que nem lhes passava pela cabeça que lá estivéssemos...). 
Pelo caminho, parámos na Casa Loma
um edifício revivalista gótico que foi projectado por E.J. Lennox (autor, também, do Old City Hall de Toronto) para um industrial importante, sir Henry Pellatt (1859-1939).
Ao longo da Dufferin Street, descobrimos várias casas comerciais de portugueses ("O Campino",
"Churrascaria Lisboa", "Julia's House"...), bandeiras portuguesas ao lado de canadianas e um cartaz com o Galo de Barcelos a dizer "Little Portugal".

O Canadá é um país de imigrantes. Ainda passámos na Little Italy e Chinatown.

Já perto do hotel, fizemos a pé a Dundas Street 
com um palco ao ar livre, com música e a 
Eaton Centre
uma galeria coberta, envidraçada, com muito comércio.
Está muito frio.
Jantámos no "Hard Rock Cafe de Toronto", por 145 dólares canadianos, os quatro, incluindo a gorjeta (obrigatória entre 18 e 20%!).

Na manhã seguinte, procurámos o Toronto City Hall 
concebido pelo arquitecto finlandês Viljo Revell, edifício moderno com duas torres curvas de betão e vidro à volta de um outro circular, mais baixo, onde se reúne a Assembleia Municipal.

A antiga Câmara, Old City Hall
é um edifício neo-romântico do séc.XIX, de telhados muito inclinados onde funcionam, actualmente, os Tribunais e o Departamento de Justiça de Toronto.
A Art Gallery of Ontario, fundada em 1900, tem um toque de Frank Gehry que orientou a sua ampliação. 

Na entrada, um bronze de Henry Moore, "Large Two Forms", de 1966. 

Dentro existe uma galeria com a maior colecção do Mundo de obras deste escultor, o "Henry Moore Sculpture Centre".
Ao lado, o Institute of Art and Design.

A University of Toronto

foi fundada por um alvará régio de 1827, por Jorge IV concedido ao Toronto King's College. A igreja interpretou isto como um desafio ao controlo que exercia sobre o ensino e tentou destui-la com acusações de sacrilégio. Mas sobreviveu e foi absorvendo as instituições rivais, tornando-se numa das universidades mais prestigiadas do Canadá. Os edifícios são idênticos aos das universidades britânicas, num neogótico inglês, rodeados por belos relvados. Decorria uma cerimónia, com desfile de graduados.

Na Portugal Square fotografámos a Bandeira 
e o Escudo do nosso país.

Escondido por colinas relvadas, o Fort York
construído pelos Britânicos em 1793 para reforçar o controlo sobre o Lago Ontário.

O SkyDome

ao lado da CN Tower foi inaugurado em 1989 e foi o primeiro estádio desportivo a ter uma cobertura completamente removível. 
A escultura 

representa espectadores a assistir a um jogo imaginário e é uma criação de Michael Snow.

A caminho do St. Lawrence Market, o 
Hockey Hall of Fame: o hockey no gelo e o hockey em patins são originários do Canadá.

No St. Lawrence Market,



as bancas com muita variedade de peixes e frutas coloridas, expõem os produtos de maneira original.

E Toronto ficou para trás, uma grande metrópole com cerca de 2 milhões de residentes numa área de 259 quilómetros quadrados.

Até OTAWA, foram 448 km.
Parámos em Brigton, uma cidadezinha muito simpática, de pequenas residências com jardins muito cuidados, para almoçar no "Vito's".

Por volta das 19h, chegámos ao "Novotel Otawa".
A cidade não parece ter vida nocturna. 

Vimos vários grupos de adolescentes bastante divertidos com guias vestidos à antiga.

Parámos em frente ao Fairmont Château Laurier Hotel
uma réplica em pedra de um castelo francês, construído pela Companhia de Caminhos de Ferro no início do séc.XX, no sopé do Parliament Hill.

Como a luz já era pouca, regressámos ao hotel e, no dia seguinte, voltámos ao Parlamento de Otawa 
cujos edifícios, de arenito e com telhados de cobre, concluídos em 1860, num estilo neogótico vitoriano, a lembrar a Abadia de Westminster de Londres. Erguem-se sobre uma colina de 50m, dominando a baixa da capital do Canadá.
Ao longe, a Cathédral Notre Dame, de 1839.

O Rideau Canal

construído nos inícios do séc.XIX, é constituído por vários lagos e canais que ligam Otawa a Kingston. Atravessa a cidade, ladeado por passeios e pistas de ciclismo, serviu no passado para transporte de mercadorias por barco.
Perto do Parlamento, o National War Memorial,
conjunto arquitectónico que homenageia os heróis das duas guerras mundiais.

O Byward Market 

fica situado a leste do Parliament Hill, do outro lado do Rideau Canal e está repleto de cafés, lojas, artesanato 

e pequenos restaurantes e esplanadas nas varandas exteriores.




* * * * *

(A seguir: Montreal e Quebec)


segunda-feira, 13 de maio de 2013

ITÁLIA - CIDADES DO VENETO 2

PÁDUA, CITTADELLA, NOVENTA, MONTAGNANA, ESTE, MONSÉLICE, ÀRQUA PETRARCA, TREVISO

30 Outubro a 2 Novembro


Chegados a PÁDUA, estacionámos no parque junto a Prato della Valle (prato=campo). 


Aqui, existia um teatro romano e é por isso que a enorme praça tem a forma de uma elipse. 

É a maior praça pública de Itália. Era aqui que Santo António vinha fazer os seus sermões para as grandes multidões. Votada ao abandono, tornou-se num grande pântano mas, em 1767, foi criado o canal que a circunda e drenados os terrenos, tornando-se na magnífica praça que é hoje com quatro pontes de pedra e 78 estátuas de cidadãos ilustres da cidade ladeando o canal. E a bela Basílica de St. Giustino.

Procurámos a Basílica de Sant'Antonio, na Piazza dell Santo. 

Com abóbadas bizantinas e agulhas como minaretes,

tem um exterior exótico que reflecte a influência da arquitectura bizantina. Foi iniciada em 1232 para guardar os restos mortais de Santo António. 

Contradizendo toda a vida do Santo, foi-lhe construída uma das igrejas mais ricas de Itália. No altar-mor, magníficos relevos de Donatello (1444) representando os milagres de Santo António, a Crucificação, a Virgem e vários Santos. Em frente ao túmulo do Santo, as pessoas passam em fila, fazem ofertas e tocam as paredes do túmulo, com devoção profunda. Todo o Santuário está decorado com grandes relevos em mármore com cenas da vida real medieval e representações  de pessoas, animais e plantas. Infelizmente, nada desta beleza pode ser fotografada pelo turista comum! Fica a recordação dos belos claustros.

Na praça, a estátua equestre de Gattamelata
considerada uma das grandes obras renascentistas, o retrato do soldado Gattamelata que prestou muitos serviços à República de Veneza. É obra de Donatello e foi a primeira estátua equestre realizada deste tamanho desde o tempo dos Romanos.
Na Via Galileiprocurámos a casa onde viveu Galileo Galilei,
mas não temos a certeza de a ter encontrado.
Na Via San Francesco
ruas com muitas arcadas, fazendo lembrar Bolonha e muitos palazzi, entre eles o Palazzo e 
Torre Zabarella

E ainda um conjunto escultórico do túmulo de Antenore 

e as ruazinhas estreitas do Guetto 
até chegarmos à Piazza delle Erbe

Aqui, o Palazzo della Raggione

Palácio da Justiça na época medieval, conhecido por Salore, construído em 1218.
Seguimos para a Piazza del Duomo
inicialmente encomendada a Miguel Ângelo, em 1552, mas consideravelmente alterada durante a sua construção. Da catedral primitiva, ainda resta o Baptistério
românico, abobado, com frescos magníficos pintados por Giusto del Menabuoi (1376) representando histórias bíblicas.
Na Piazza dei Signori
cercada por belas arcadas com pequenas lojas, cafés e bares, deparámo-nos com o 
Palazzo del Capitanio
construído para  sede militar da cidade e que tem uma torre com um relógio astronómico feito em 1344. Ao lado, a Faculdade de Arte, Corte Capitaniato, do séc.XIV, com um retrato de Petrarca. A Loggia della Gran Guardia
com as suas arcadas, renascentista, datada de 1523, foi o local do Conselho dos Nobres e é, actualmente, utilizada como sala de conferências.
Unida à Piazza dei Frutti em cujas bancas se vendem frutos frescos, com vista para o Palazzo della Raggione
que atravessámos, está a Piazza delle Erbe, a praça dos legumes. 

Sobressai a torre quadrada do Palazzo Communali,
complexo onde funcionam os escritórios da Assembleia da Cidade. A grande torre é uma torre de defesa, do séc.XIII. Atrás deste complexo está a Universidade de Pádua
fundada em 1222, a segunda mais antiga de Itália. 

O edifício principal, Palazzo del Bo, é do séc.XVI e está em obras de restauro.

Ali mesmo, com aspecto de edifício gótico de um lado e de templo romano do outro, ocupando um quarteirão, o Caffè Petrocchi
construído como um templo clássico em 1831, onde se reuniam intelectuais, estudantes, políticos e filósofos.
Até ao conjunto de Museus Eremitani, passámos pela Ponte delle Torricelle
E desiludimo-nos porque não pudemos visitar a Capela Scrovegni 
para ver os frescos de Giotto, porque é necessário uma pré-marcação com um mínimo de 48h, via internet. A justificação é de que a capela é muito pequena, albergando grupos de apenas 25 pessoas cada meia-hora. Enrico Scrovegni mandou construir esta capela  em 1303 para redimir o seu pai, já morto, um agiota que foi amaldiçoado por Dante no "Inferno". Ao lado, a Igreja dos Eremitani, do séc.XIII.

E seguimos a Via Umbertos até ao estacionamento, fotografando belos edifícios.

Rumámos a CITTADELLA, uma bela cidade amuralhada com um fosso com água à volta. 

As muralhas têm uma média de altura de 14m, chegando aos 30m nas torres. 

De forma elíptica, tem 36 torres de tamanhos diferentes e 4 portas (Bassano, Treviso, Vicenza e Pádua).

Na Torre de Malta
dentro da Porta de Pádua, funcionava uma prisão com câmara de tortura e pode ver-se as armas de Pádua tendo, também incorporada, a igreja de Santa Maria del Torresino e a Torre do Relógio. Na Porta Bassano ainda se pode ver um fresco.

O Duomo adivinha-se muito bonito, mas está tapado com os panejamentos de obras, na Piazza Pierobon.

Desiludidos, rodámos para CASTELFRANCO, cidade gémea de Cittadella. Também fortificada com muralhas de 1199 
pelos governantes de Treviso para se defenderem dos vizinhos de Pádua.
Dentro, as ruazinhas estreitas 
e a Piazza del Duomo de Santa Maria Assunta
modesta, na praça acanhada. A Torre do Relógio, ergue-se altaneira.

No dia seguinte, continuámos o périplo pelas cidades do Veneto, começando por NOVENTA, onde o dia é de feira, na grande praça onde sobressai a Catedral
o edifício do Município 
enfeitado, numa arquitectura "palladina" e um palazzo com janelas e portas vermelhas.

MONTAGNANA é bem mais importante, com belas e muito bem conservadas muralhas medievais, com quase 2km de comprimento, 4 portas e 24 torres.


Entrámos pela Porta Oeste, Porta de Vicenza, Rocca degli Alberi.

Na Piazza Vittorio Emanuelle II
coração da cidade, as pessoas amontoavam-se à porta da igreja onde decorriam as missas. O Duomo de Santa Maria Assunta 
tem uma fachada Gótico Tardio, de mármore branco, atribuído a Jacobo Sansovino. Construído entre 1431 e 1502, tem um fresco, no altar-mor, "A Transfiguração", de 1555, de Paolo Veronese.
O Palazzo Comunale
em frente ao Duomo, é do séc.XVI e é projecto do arquitecto Michele SanMichelli de Verona.
O Palazzo della Loggia (1877)
é um elegante edifício que foi construído no local onde existia uma velha igreja.
Chamando a atenção pela sua volumetria e invulgar arquitectura, a Cassa di Risparmio
uma excelente  reprodução do edifício medieval, embora tenha sido construído em 1924, depois do fogo ter destruído o original.
Caminhando até à Porta Este, Castelo di SanZeno,
entrámos no Turismo para saber onde estava a Villa Pisani, de Palladio. 
Construída em 1560, está completamente votada ao abandono.

ESTE fica a 30km de Pádua, a sul dos Montes Eugâneos, de origem muito remota, provavelmente do séc.IX aC, conquistada pelos Romanos no séc.IV aC.

Na Piazza Maggiore
comprámos castanhas assadas, enormes, e entrámos num café nas arcadas por baixo do edifício em cuja varanda, segundo a voz popular "Garibaldi falou". É o actual Município.

A partir da Piazza Maggiore pode ver-se a Torre da Porta Vecchia, do séc.XVII, 
o Palazzeto Scaligeri, do séc.XIV, gótico, actual biblioteca, com cerca de 50.000 volumes. E também o Castelo
datado do séc.XIV, erigido por Ubertino da Carrara nas ruínas da fortificação anterior destruída em 1249 pelas tropas de Ezzelino da Romano.
Perto, a Abadia Catedral de Santa Tecla
construída no final do séc.XVII, com um grande presbitério.

MONSÉLICE 
fica a alguns quilómetros, no sopé de duas colinas, uma que é pedreira e outra no cimo da qual está o Castelo, engalanado com faixa vermelha.

Completamente afogada em gente (muita festa há por aqui!...), a Piazza Mazzini com a Torre Civica (Torre do Relógio) 
do séc.XVIII que emerge das tendas e das cabeças dos festeiros. A Chiesa di San Paolo 
perde a monumentalidade. 
Ao lado, a Mansão Monte Pietá
um edifício do séc.XV, com uma graciosa loggeta com colunas dóricas.
A caminho do Castelo, a Villa Nani-Mocenigo
um edifício renascença. Em frente, nos antigos estábulos, está a "Enoteca Al Castelo", 
taverna medieval onde experimentámos variedades de café (com chocolate e leite frio e amêndoa ralada, por exemplo...).

ARQUÀ PETRARCA, il borgo dell poeta, fica logo ali.
Já foi simplesmente Arquà, mas em 1868 foi-lhe acrescentado o nome do poeta (Francesco Petrarca) que viveu aqui na sua velhice. Entre vinhedos e olivais, a casa ainda mantém um encanto especial, 
com frescos nas paredes. E paisagens inspiradoras visíveis das janelas e varandas.

Almoçámos numa simpática brusquetteria 
e fotografámos recantos pitorescos. 
E gatos, 
que não o de Petrarca, que está mumificado dentro da casa do poeta.

No último dia no Veneto, depois de nos despedirmos da Lícia (que nos ofertou uma garrafa de vinho da propriedade e um frasco de compota caseira), rumámos a TREVISO, cidade amuralhada e circundada pelo rio Slile, que a atravessa em bonitos canais.

A pequena ilhota onde está o mercado do peixe
tresanda, chamando pássaros e patos que disputam os restos lançados à água no fim da venda.
Seguindo Calmaggiore, na Piazza dei Signori
encontrámos o enorme e fora de vulgar Palazzo dei Trecento ou Palácio da Razão, 
construído em 1185, casa do Supremo Assise Cívica composto por 300 membros. Em 1944 foi vítima de um atentado, tendo sido reconstruído e sendo, actualmente, sede do Município.

O Duomo, Catedral de Treviso, 
fundado no séc.XII, sofreu algumas alterações nos séculos seguintes. Dentro, a "Anunciação" 
de Il Pordenone, rival de Ticiano,
e a "Adoração dos Pastores" de Paris Bordone.

Atravessámos o Viccolo Piccolo del Duomo
cheio de recantos interessantes, e surpreendemo-nos com um mosaico paleo-cristão, numa pequena praça.

Contornámos a Catedral e fotografámos a fachada palladina 

e a Chiesa di San Giovanni, com campanário.

Na Piazza della Vitoria, estão o edifício dos Correios 
e o monumento aos Mortos de Todas as Guerras, ainda com flores frescas das comemorações de ontem (1 de Novembro).

Queríamos ver os retratos realistas de Santos, de Tomaso da Modena e, por isso, procurámos a 
Chiesa di San Nicolò
do séc.XVI, ao lado das muralhas. Mas... todas as igrejas encerram ao meio-dia.
Reabriria às 15.30h, demasiado tarde para nós que teríamos que entregar o carro às 16h, em Veneza.
Almoçámos na "Trattoria Hesperia",

fotografámos as belas casas com varandas e paredes pintadas que datam da época medieval.
As pinturas pretendiam esconder a pobreza dos materiais usados na construção.
No Aeroporto Marco Polo, aguardámos o avião, atrasado, para Lisboa.

Marco Polo 
era um mercador veneziano que viveu 20 anos na corte de Kublai Khan, na China.
Nasceu por volta de 1254, em Cannaregio, perto de Rialto e deixou Veneza aos 18 anos. Viajou como diplomata e regressou em 1295 com uma grande fortuna em jóias e histórias. Feito prisioneiro de guerra em Génova em 1298, escreveu as histórias das suas viagens no "O Livro das Maravilhas" que pode muito bem ser comparado ao de Fernão Mendes Pinto!

Assim é o VENETO, belo e cheio de histórias!





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