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BALI
No Pura Taman Ayun, em Mengwi, rodeado por água simbolizando o mar rodeando a montanha e a circulação harmoniosa da água das montanhas de Bali até aos campos de arroz, depois para o mar e novamente para as montanhas, a sensação de paz, é grande. O portão principal (Kori Agung) é ricamente trabalhado em pedra, com imagens de guardiães e deuses.
6, 7, 8 de Fevereiro 2010
O voo de Amsterdão até Kuala-Lumpur correu normalmente, embora com alguma turbulência. O sono foi muito inquieto. Até Jacarta foi cerca de hora e meia e foi em Jacarta que fizemos a nossa entrada oficial na Indonésia, comprando o visto e cumprindo as formalidades. Tínhamos um funcionário oficial, com os nomes do Alfredo e do Ricardo, dizendo-nos isso. Depois, um outro orientou-nos até aos guichets. Nunca aconteceu isto em país nenhum por onde passámos! Levantámos as bagagens e fizemos o check-in no voo doméstico, também em business, na companhia aérea local, a Garuda, até ao Aeroporto de Ngurah Rai, em Denpasar, capital de Bali.
Chegámos ao "Ramada Resort", em Legian, perto de Kuta, por volta da uma da manhã.
Pandit Nehru, primeiro ministro da Índia, disse, um dia, que "Bali é a manhã do Mundo". Talvez uma manhã de domingo...
Foi em 1930 que Cokorda Raka Sukawati, um príncipe da cidade de Ubud viajou e convidou os visitantes ocidentais a virem à sua ilha. Primeiro, vieram os artistas, como o alemão Walter Spies, que construiu casa aqui e encantou o Mundo com as suas pinturas estilizadas de Bali e das suas gentes. Depois, também artistas de cinema e outros.
Também o Alfredo já cá esteve há 38 anos!...
A Indonésia tem 145 milhões de habitantes distribuídos por 16.500 ilhas. Além destas, tem mais 500 desabitadas.
Em Bali, são 4 milhões de pessoas, 2 milhões de motociclos e 1.500 automóveis! Longe do paraíso que se imagina, principalmente no centro das cidades e nas zonas de praia. Também, não era o que nos interessava no turismo da ilha!...
Depois de algum descanso e do pequeno-almoço, combinámos, no balcão de turismo, no hotel, o que queríamos: um condutor, para 3 dias, para fazer o que quiséssemos!
Ketut Mayun chegou, com a sua carrinha com ar condicionado e conduziu-nos, durante 8 horas (foi combinado... mas acabou por ser um pouco mais) por 64 US$.
De Legian, passámos por Sanur, onde vive a comunidade mais antiga que se dedica à escultura e construção de mobiliário em madeira.
Passámos pelas ruas cheias de oficinas, de um e outro lado, com vendedores de jornais, nos semáforos, a baterem-nos nos vidros do carro. Mostravam jornais ingleses, australianos, russos (também passei por russa no balcão da agência de turismo...). "Portugal", disse eu. Nunca imaginei, mas não é que tinham, mesmo, o "I"jornal, embora de Dezembro!?...
Em Batuan, a cidade com cerca de 1.000 anos, cheia de galerias de pintores, fomos visitar o "village temple" Pura Puseh, envergando o "sarong" comprado antecipadamente, a conselho do nosso condutor.
Renovado em 1992, o templo da cidade tem ricas gravuras esculpidas em pedra e belos telhados de madeira.
Entre elas, a tartaruga que não deixou destruir o templo e vários animais, como o mítico pássaro Garuda. Os animais inferiores, como o porco, que não se comem, estão na base dos conjuntos escultóricos.
Queríamos visitar os templos mais significativos da ilha e o nosso condutor levou-nos ao Gunung Royal Monuments ou Pura Gunung Kawi. Deixou-nos ao portão, devidamente armados de guarda-chuvas, porque o céu ameaçava.
É um longo trajecto, que começa com lojas de artesanato de um e outro lado e, depois, a magnífica paisagem de campos de arroz e palmeiras.
Descendo, vamos encontrar o rio que vem de uma fonte sagrada, e vários altares, podendo ver-se várias oferendas, por todo o lado.
Atravessando a pequena ponte, chegamos ao templo principal e aos nichos onde estão os "candi shrines" que a lenda associa ao rei Anak Wungsu (século II).
A ameaça de chuva, começou a concretizar-se e a Joana acelerou o passo, atravessando a ponte para a subida. Seguimo-la.
O regresso não foi fácil, debaixo de uma chuvada torrencial, tornando os degraus, que tão facilmente descemos, um tormento.
Descendo, vamos encontrar o rio que vem de uma fonte sagrada, e vários altares, podendo ver-se várias oferendas, por todo o lado.
Atravessando a pequena ponte, chegamos ao templo principal e aos nichos onde estão os "candi shrines" que a lenda associa ao rei Anak Wungsu (século II).
A ameaça de chuva, começou a concretizar-se e a Joana acelerou o passo, atravessando a ponte para a subida. Seguimo-la.
O regresso não foi fácil, debaixo de uma chuvada torrencial, tornando os degraus, que tão facilmente descemos, um tormento.
O Ketut esperava-nos no estacionamento, o felizardo, dentro do carro.
14.30 horas, boa hora para almoçar e esperar que a chuva passe. Continuámos a subir, na montanha. A chuva abrandou um pouco, mas não desistiu.
Entrámos na Kintamani Area, para almoçar. E no "Batur Sari" foi-nos dado a conhecer a gastronomia balinesa, em buffet, estufados muito condimentados e pequenas espetadas com molhos escuros com base no amendoim.
A "snake-fruit" que, ao descascar parece que estamos a tirar a pele a uma cobra, aparecendo um fruto branco, doce e consistente, foi a rainha da sobremesa.
A "snake-fruit" que, ao descascar parece que estamos a tirar a pele a uma cobra, aparecendo um fruto branco, doce e consistente, foi a rainha da sobremesa.
Da varanda do restaurante, pudemos admirar, ao longe, o vulcão meio encoberto por fumos e nuvens, com o lago aos seus pés.
O último templo do dia, o mais importante, foi o Besakin Temple Complex ou Pura Besakin, composto por 22 templos, numa área de 3 quilómetros quadrados, onde os balineses acreditam que estão os espíritos dos seus antepassados.
Tivemos sorte porque é um dia especial e é sábado e mais de 2.000 indonésios estavam presentes, dando uma cor e uma alegria muito especiais ao local. Mas a chuva começou a cair, de novo, copiosamente. Só visitámos o Pura Penataran Agung, subindo pela escadaria lateral, fotografando os telhados dos pagodes, que são todos em número ímpar e o maior, aqui, tem 13 telhados.
Lá de cima, pudemos fotografar os telhados coroados dos Pura Ratu Pande.
Tivemos sorte porque é um dia especial e é sábado e mais de 2.000 indonésios estavam presentes, dando uma cor e uma alegria muito especiais ao local. Mas a chuva começou a cair, de novo, copiosamente. Só visitámos o Pura Penataran Agung, subindo pela escadaria lateral, fotografando os telhados dos pagodes, que são todos em número ímpar e o maior, aqui, tem 13 telhados.
Lá de cima, pudemos fotografar os telhados coroados dos Pura Ratu Pande.
E descemos rapidamente, encharcados.
Muito cansados, cheios de sono, fizemos uma refeição ligeira, à beira da piscina, recolhidos das pingas de água que ainda caíam e com uma brisa agradável a roçar a pele húmida.
O nosso condutor-guia diz que amanhã não choverá.
E o segundo dia, foi soalheiro. Toda a água do mundo caiu durante a noite.
Saímos às 10 horas, atravessámos Legian e passámos por Seminyak, estrada recta com grandes hortos de um lado e outro, com grandes árvores e outra flora local, bem como orquídeas.
No Pura Taman Ayun, em Mengwi, rodeado por água simbolizando o mar rodeando a montanha e a circulação harmoniosa da água das montanhas de Bali até aos campos de arroz, depois para o mar e novamente para as montanhas, a sensação de paz, é grande. O portão principal (Kori Agung) é ricamente trabalhado em pedra, com imagens de guardiães e deuses.
O meru mais alto tem 13 andares e simboliza a montanha Gunung Batukau e os outros simbolizam as outras montanhas de Bali.
Vários pavilhões de madeira, por cima de bases trabalhadas de pedra onde se diz que se sentaram Shiva, Brahma e Vishnu.
E belas flores de lotus, à volta.
Os campos de arroz continuam a encantar-nos.
Continuando a subir até ao lago Bratan ou Beratan, com o Ulun Danu Temple ou Templo Flutuante, construído numa pequena ilha, dedicado à Deusa do Lago.
Almoçámos em Tabanan Butiri, à fresca, na bela varanda com vista para os campos de arroz.
Comida local com uma sobremesa de arroz doce negro regado com leite de coco, por 361.900 rupias, o equivalente a 30 euros pelos 4 almoços.
Comida local com uma sobremesa de arroz doce negro regado com leite de coco, por 361.900 rupias, o equivalente a 30 euros pelos 4 almoços.
O templo mais espectacular do dia, foi o Pura Tanah Lot, construído num rochedo, no meio do mar, só acessível quando a maré está baixa.
É o templo mais procurado para o pôr-do-sol, mas o sol ainda estava bem alto e abrasador.
O nome sugere que está situado no ponto de encontro da terra ("tanah") com o mar ("lot").
A parte virada para o mar, é dedicada à deusa balinesa do mar (Betara Tengah Segara), enquanto a face virada para terra, é o lugar onde se sentam os deuses de Gunung Batukau (o 2º pico mais alto de Bali. O 1º é o Gunung Agung). Foi construído no século XVI para protecção de Bali contra as epidemias e forças destrutivas vindas do mar.
O nosso pôr-do-sol foi acompanhado de um jantar de gambas, em plena praia, no "Blue Marlin" em Burabun. Belo.
Também com algumas danças, depois do escurecer.
É o templo mais procurado para o pôr-do-sol, mas o sol ainda estava bem alto e abrasador.
O nome sugere que está situado no ponto de encontro da terra ("tanah") com o mar ("lot").
A parte virada para o mar, é dedicada à deusa balinesa do mar (Betara Tengah Segara), enquanto a face virada para terra, é o lugar onde se sentam os deuses de Gunung Batukau (o 2º pico mais alto de Bali. O 1º é o Gunung Agung). Foi construído no século XVI para protecção de Bali contra as epidemias e forças destrutivas vindas do mar.
O nosso pôr-do-sol foi acompanhado de um jantar de gambas, em plena praia, no "Blue Marlin" em Burabun. Belo.
Também com algumas danças, depois do escurecer.
No terceiro dia, a chuva caía a cântaros. Tomámos um bom pequeno-almoço a ver cair as bátegas de água na piscina.
Combinámos com o nosso condutor ao meio-dia, para darmos, ainda, uma volta antes de ir para o aeroporto. O voo para Perth é perto das onze da noite.
Ficou visto o essencial de Bali, para quem não é surfista nem grande apreciador de férias de praia a esta distância de casa...
As cidades são muito movimentadas e as ruas das localidades estão cheias das chamadas "galerias" com arte local, em pedra, em madeira e "pintura a metro".
Por todo o lado, no chão, vêem-se pequenos arranjos com flores e bocadinhos de comida, que são oferendas aos deuses e muito lixo, porque essas oferendas são levadas pelo vento e pelo passante indiferente.
O nosso condutor chegou a horas.
Com a ajuda da Joana, que estudou o guia, combinou-se o circuito do dia, depois das malas arrumadas.
Passámos pela tranquila Sanur, aconselhada para quem gosta de praia mas não quer a confusão de Kuta.
Em Batuluban, centro tradicional de trabalhos na pedra cinzenta da região, não parámos, mas voltaremos para ir ao orquidário.
Em Celuk, fomos ao "Sari Dewi" para ver as pratas. Em Bali não há jazidas de prata nem de ouro, limitando-se à preciosa e minuciosa manufacturação. Peças muito bonitas, mas caras.
Em Mas, famosa pelas esculturas em madeiras preciosas e pelas suas máscaras, almoçámos no "Rapuan Cili", com uma espectacular vista sobre os campos de arroz com grandes palmeiras.
O nosso guia já se apercebeu do fetiche que o Alfredo tem pelos campos de arroz... e levou-nos à paisagem mais bonita com esse motivo, os "Rice Terraces" em Tegallalang. Absolutamente fabuloso!
Ubud é a cidade que mais manteve as tradições artísticas de Bali. A rua principal, Jalan Raya Ubud é muito bonita, com edifícios de arquitectura tradicional.
O dia caminhava e, infelizmente, foi em vão que tentámos visitar o Museu António Blanco, pintor holandês que aqui se radicou, o Museu Nacional de Arte e até o Orquidário, porque encerra tudo às cinco da tarde! Mais um dia, era o ideal.
Entrámos em Dempasar por uma grande avenida, com embaixadas de um e outro lado, e de sítios luxuosos e também bancos e escritórios, fotografámos, finalmente, os durians, uma camioneta carregada deles.
Também o edifício do Museu de Bali, em arquitectura tradicional e a grande escultura branca com cavalos.
Entrámos em Dempasar por uma grande avenida, com embaixadas de um e outro lado, e de sítios luxuosos e também bancos e escritórios, fotografámos, finalmente, os durians, uma camioneta carregada deles.
Perth, a cidade mais isolada do Mundo, espera-nos, na Austrália, a três horas de voo.
