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segunda-feira, 15 de março de 2010

TRÊS DIAS EM BALI

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BALI
6, 7, 8 de Fevereiro 2010

O voo de Amsterdão até Kuala-Lumpur correu normalmente, embora com alguma turbulência. O sono foi muito inquieto. Até Jacarta foi cerca de hora e meia e foi em Jacarta que fizemos a nossa entrada oficial na Indonésia, comprando o visto e cumprindo as formalidades. Tínhamos um funcionário oficial, com os nomes do Alfredo e do Ricardo, dizendo-nos isso. Depois, um outro orientou-nos até aos guichets. Nunca aconteceu isto em país nenhum por onde passámos! Levantámos as bagagens e fizemos o check-in no voo doméstico, também em business, na companhia aérea local, a Garuda, até ao Aeroporto de Ngurah Rai, em Denpasar, capital de Bali.
Chegámos ao "Ramada Resort", em Legian, perto de Kuta, por volta da uma da manhã.
Pandit Nehru, primeiro ministro da Índia, disse, um dia, que "Bali é a manhã do Mundo". Talvez uma manhã de domingo...
Foi em 1930 que Cokorda Raka Sukawati, um príncipe da cidade de Ubud viajou e convidou os visitantes ocidentais a virem à sua ilha. Primeiro, vieram os artistas, como o alemão Walter Spies, que construiu casa aqui e encantou o Mundo com as suas pinturas estilizadas de Bali e das suas gentes. Depois, também artistas de cinema e outros.
Também o Alfredo já cá esteve há 38 anos!...
A Indonésia tem 145 milhões de habitantes distribuídos por 16.500 ilhas. Além destas, tem mais 500 desabitadas.
Em Bali, são 4 milhões de pessoas, 2 milhões de motociclos e 1.500 automóveis! Longe do paraíso que se imagina, principalmente no centro das cidades e nas zonas de praia. Também, não era o que nos interessava no turismo da ilha!...
Depois de algum descanso e do pequeno-almoço, combinámos, no balcão de turismo, no hotel, o que queríamos: um condutor, para 3 dias, para fazer o que quiséssemos!
Ketut Mayun chegou, com a sua carrinha com ar condicionado e conduziu-nos, durante 8 horas (foi combinado... mas acabou por ser um pouco mais) por 64 US$.
De Legian, passámos por Sanur, onde vive a comunidade mais antiga que se dedica à escultura e construção de mobiliário em madeira.

 Passámos pelas ruas cheias de oficinas, de um e outro lado, com vendedores de jornais, nos semáforos, a baterem-nos nos vidros do carro. Mostravam jornais ingleses, australianos, russos (também passei por russa no balcão da agência de turismo...). "Portugal", disse eu. Nunca imaginei, mas não é que tinham, mesmo, o "I"jornal, embora de Dezembro!?...


Em Batuan, a cidade com cerca de 1.000 anos, cheia de galerias de pintores, fomos visitar o "village temple" Pura Puseh, envergando o "sarong" comprado antecipadamente, a conselho do nosso condutor.
Renovado em 1992, o templo da cidade tem ricas gravuras esculpidas em pedra e belos telhados de madeira.


Entre elas, a tartaruga que não deixou destruir o templo e vários animais, como o mítico pássaro Garuda. Os animais inferiores, como o porco, que não se comem, estão na base dos conjuntos escultóricos.

Queríamos visitar os templos mais significativos da ilha e o nosso condutor levou-nos ao Gunung Royal Monuments ou Pura Gunung Kawi. Deixou-nos ao portão, devidamente armados de guarda-chuvas, porque o céu ameaçava.
É um longo trajecto, que começa com lojas de artesanato de um e outro lado e, depois, a magnífica paisagem de campos de arroz e palmeiras.


Descendo, vamos encontrar o rio que vem de uma fonte sagrada, e vários altares, podendo ver-se várias oferendas, por todo o lado.


 Atravessando a pequena ponte, chegamos ao templo principal e aos nichos onde estão os "candi shrines" que a lenda associa ao rei Anak Wungsu (século II).



A ameaça de chuva, começou a concretizar-se e a Joana acelerou o passo, atravessando a ponte para a subida. Seguimo-la.

O regresso não foi fácil, debaixo de uma chuvada torrencial, tornando os degraus, que tão facilmente descemos, um tormento.
O Ketut esperava-nos no estacionamento, o felizardo, dentro do carro.
14.30 horas, boa hora para almoçar e esperar que a chuva passe. Continuámos a subir, na montanha. A chuva abrandou um pouco, mas não desistiu.
Entrámos na Kintamani Area, para almoçar. E no "Batur Sari" foi-nos dado a conhecer a gastronomia balinesa, em buffet, estufados muito condimentados e pequenas espetadas com molhos escuros com base no amendoim.

A "snake-fruit" que, ao descascar parece que estamos a tirar a pele a uma cobra, aparecendo um fruto branco, doce e consistente, foi a rainha da sobremesa.
Da varanda do restaurante, pudemos admirar, ao longe, o vulcão meio encoberto por fumos e nuvens, com o lago aos seus pés.
O último templo do dia, o mais importante, foi o Besakin Temple Complex ou Pura Besakin, composto por 22 templos, numa área de 3 quilómetros quadrados, onde os balineses acreditam que estão os espíritos dos seus antepassados.


Tivemos sorte porque é um dia especial e é sábado e mais de 2.000 indonésios estavam presentes, dando uma cor e uma alegria muito especiais ao local. Mas a chuva começou a cair, de novo, copiosamente. Só visitámos o Pura Penataran Agung, subindo pela escadaria lateral, fotografando os telhados dos pagodes, que são todos em número ímpar e o maior, aqui, tem 13 telhados.


Lá de cima, pudemos fotografar os telhados coroados dos Pura Ratu Pande.

E descemos rapidamente, encharcados.
Muito cansados, cheios de sono, fizemos uma refeição ligeira, à beira da piscina, recolhidos das pingas de água que ainda caíam e com uma brisa agradável a roçar a pele húmida.
O nosso condutor-guia diz que amanhã não choverá.
E o segundo dia, foi soalheiro. Toda a água do mundo caiu durante a noite.
Saímos às 10 horas, atravessámos Legian e passámos por Seminyak, estrada recta com grandes hortos de um lado e outro, com grandes árvores e outra flora local, bem como orquídeas.

No Pura Taman Ayun, em Mengwi, rodeado por água simbolizando o mar rodeando a montanha e a circulação harmoniosa da água das montanhas de Bali até aos campos de arroz, depois para o mar e novamente para as montanhas, a sensação de paz, é grande. O portão principal (Kori Agung) é ricamente trabalhado em pedra, com imagens de guardiães e deuses.

O meru mais alto tem 13 andares e simboliza a montanha Gunung Batukau e os outros simbolizam as outras montanhas de Bali.



Vários pavilhões de madeira, por cima de bases trabalhadas de pedra onde se diz que se sentaram Shiva, Brahma e Vishnu.


E belas flores de lotus, à volta.

Os campos de arroz continuam a encantar-nos.
Continuando a subir até ao lago Bratan ou Beratan, com o Ulun Danu Temple ou Templo Flutuante, construído numa pequena ilha, dedicado à Deusa do Lago.

Almoçámos em Tabanan Butiri, à fresca, na bela varanda com vista para os campos de arroz.


Comida local com uma sobremesa de arroz doce negro regado com leite de coco, por 361.900 rupias, o equivalente a 30 euros pelos 4 almoços.

O templo mais espectacular do dia, foi o Pura Tanah Lot, construído num rochedo, no meio do mar, só acessível quando a maré está baixa.


É o templo mais procurado para o pôr-do-sol, mas o sol ainda estava bem alto e abrasador.


O nome sugere que está situado no ponto de encontro da terra ("tanah") com o mar ("lot").


A parte virada para o mar, é dedicada à deusa balinesa do mar (Betara Tengah Segara), enquanto a face virada para terra, é o lugar onde se sentam os deuses de Gunung Batukau (o 2º pico mais alto de Bali. O 1º é o Gunung Agung). Foi construído no século XVI para protecção de Bali contra as epidemias e forças destrutivas vindas do mar.



O nosso pôr-do-sol foi acompanhado de um jantar de gambas, em plena praia, no "Blue Marlin" em Burabun. Belo.


Também com algumas danças, depois do escurecer.
No terceiro dia, a chuva caía a cântaros. Tomámos um bom pequeno-almoço a ver cair as bátegas de água na piscina.
Combinámos com o nosso condutor ao meio-dia, para darmos, ainda, uma volta antes de ir para o aeroporto. O voo para Perth é perto das onze da noite.
Ficou visto o essencial de Bali, para quem não é surfista nem grande apreciador de férias de praia a esta distância de casa...
As cidades são muito movimentadas e as ruas das localidades estão cheias das chamadas "galerias" com arte local, em pedra, em madeira e "pintura a metro".
Por todo o lado, no chão, vêem-se pequenos arranjos com flores e bocadinhos de comida, que são oferendas aos deuses e muito lixo, porque essas oferendas são levadas pelo vento e pelo passante indiferente.
O nosso condutor chegou a horas.
Com a ajuda da Joana, que estudou o guia, combinou-se o circuito do dia, depois das malas arrumadas.
Passámos pela tranquila Sanur, aconselhada para quem gosta de praia mas não quer a confusão de Kuta.
Em Batuluban, centro tradicional de trabalhos na pedra cinzenta da região, não parámos, mas voltaremos para ir ao orquidário.
Em Celuk, fomos ao "Sari Dewi" para ver as pratas. Em Bali não há jazidas de prata nem de ouro, limitando-se à preciosa e minuciosa manufacturação. Peças muito bonitas, mas caras.
Em Mas, famosa pelas esculturas em madeiras preciosas e pelas suas máscaras, almoçámos no "Rapuan Cili", com uma espectacular vista sobre os campos de arroz com grandes palmeiras.
O nosso guia já se apercebeu do fetiche que o Alfredo tem pelos campos de arroz... e levou-nos à paisagem mais bonita com esse motivo, os "Rice Terraces" em Tegallalang. Absolutamente fabuloso!

Ubud é a cidade que mais manteve as tradições artísticas de Bali. A rua principal, Jalan Raya Ubud é muito bonita, com edifícios de arquitectura tradicional.

O dia caminhava e, infelizmente, foi em vão que tentámos visitar o Museu António Blanco, pintor holandês que aqui se radicou, o Museu Nacional de Arte e até o Orquidário, porque encerra tudo às cinco da tarde! Mais um dia, era o ideal.

Entrámos em Dempasar por uma grande avenida, com embaixadas de um e outro lado, e de sítios luxuosos e também bancos e escritórios, fotografámos, finalmente, os durians, uma camioneta carregada deles.

Também o edifício do Museu de Bali, em arquitectura tradicional e a grande escultura branca com cavalos.



Perth, a cidade mais isolada do Mundo, espera-nos, na Austrália, a três horas de voo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

KONYA E ANTALYA

KONYA e ANTALYA
Turquia - Outubro 2009

KONYA


É a cidade mais conservadora da Turquia, com forte influência islâmica.
Fica no meio da estepe da Anatólia, numa planície alta.
Foi capital seljúcida no século XII e é a 7ª maior cidade da Turquia.
O hotel onde ficámos, o "Rixos" é muito bom e a sua porta de entrada, muito original, simula o rodopiar dos derviches. Daí, partimos à descoberta da cidade.


No parque Aladino (Alaeddin Park), no cimo do monte, rodeada de jardins e esplanadas, visitámos a Mesquita Alaeddin, de 1220, que deve o seu nome ao arquitecto que a projectou, Alaeddin Keykubad, o maior arquitecto dos sultões seljúcidas. Não tem uma cúpula central como as mesquitas otomanas


(cujo exemplo mais belo é a de Santa Sofia, a Mesquita Azul, de Istambul).Tem um belo Mihrab de azulejos seljúcidas e um Mimber de madeira esculpida e, de resto, é muito minimalista, sem qualquer outro adereço.


Por fora, parece uma fortaleza.


A pé, descemos os jardins e passámos por uma construção modernista, em cimento, que protege restos da antiga muralha.


E dirigimo-nos ao Seminário do Minarete Estreito, uma antiga madrassa seljúcida construida entre 1258 e 1279 e que foi aberta ao público em 1956 como Museu da Pedra e da Talha.


Este museu tem várias pedras com animais esculpidos e também figuras humanas e peças em madeira. 
Deambulámos ainda por algumas ruas, fotografando a arquitectura urbana. Uma casa otomana, numa das esquinas, típica, com os seus três andares


e as varandas salientes, habitada pela classe média. Em frente, uma pequena livraria que, infelizmente, só tinha livros escolares.


Simpáticas esplanadas vêem-se nesta zona, servindo o típico café turco, cheio de borras.

E uma espécie de carruagem de madeira, dentro da qual vislumbramos o que poderá ser um fogão, para confecção de alimentos, provavelmente para servir na esplanada...


De autocarro, dirigimo-nos ao Museu Mevlâna ou dos Derviches Rodopiantes.
O fundador desta seita, Celaleddin Rumi ou Mevlâna, no século XIII, desenvolveu uma filosofia de união espiritual e amor universal e é visto como um dos maiores místicos do Mundo Islâmico.


A "Sema" ou cerimónia rodopiante, é essencial à prática dos derviches, composta por várias partes com diversos significados, sendo o amor o tema principal e funcionando a dança como uma ascensão espiritual do Homem ao Amor Divino. O rodopio é o climax da "sema", entrando os bailarinos num transe de perfeita união com Deus.


O museu é um acrescento do pavilhão derviche original e dentro tem o rico túmulo de Rumi com caligrafia dourada a adornar as paredes em redor da urna. Também um salão cerimonial com livros e outros documentos e testemunhos e uma caixa de madrepérola onde se diz que está a barba de Mevlâna.


No exterior, a bela Fonte das Abluções, usada no ritual de lavagens antes das orações. Num outro edifício, retrata-se, com manequins, o dia-a-dia dos iniciados.


Depois do almoço, foram cerca de quatro horas até Antalya, por uma paisagem de montanha, o Taurus, que tem alguns picos a mais de 3.000 metros e é a região mais selvagem da Turquia.  Belas formações rochosas em camadas sobrepostas que, aos poucos, se vão enchendo de verdes, amarelos e vermelhos.






ANTALYA


No dia seguinte, às 9 horas, estávamos prontos para conhecer Antalya, localizada à beira do Mediterrâneo.
Antiga Attaleia, foi fundada pelo rei Átalo II em 159 a.C. Prosperou nas épocas romana, bizantina e seljúcida, caindo sob o domínio otomano em 1390.
Até Perge, fomos falando da Turquia e dos turcos. Às vezes, penso que o nosso guia não nos diz toda a verdade... mas as nossas culturas são, efectivamente, muito diferentes! Diz o Murat que, para os turcos, a coisa mais importante na vida, é o dinheiro (e não acredita que, para nós, o não seja também. Considera que seremos um pouco hipócritas...). Afirma-o muitas vezes e estou convencida de que, para ele, o é mesmo!...

Vendedora de rua

Os turcos nunca inventaram nada. Por isso não poderiam ter um Prémio Nobel na área da Ciência. Têm um Prémio Nobel da Literatura, em 2006, Orhan Pamuk ("O meu nome é vermelho" e "A cidadela branca", fazem parte da nossa biblioteca).


Foi Portugal que começou a preparar a queda do Império Otomano, quando Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Ìndia, acabando , assim, com o monopólio das especiarias para a Europa, que era a sua principal fonte de riqueza.
O dia-a-dia de trabalho de uma aldeia turca começa com o pequeno-almoço preparado pela mulher. O marido vai levá-la ao campo, voltando para jogar as cartas com os amigos. Vai buscá-la para almoçar em casa o que ela ou a filha já deixaram preparado. O marido volta a levá-la ao campo para trabalhar e regressa ao café para confraternizar com os amigos. E a cena repete-se à noite. Anedota? Que não. É mesmo assim. Enfim!...
Chegámos a Perge, a 18 quilómetros de Antalya, cidade muito rica que decaiu na época bizantina e foi completamente abandonada no século VII.
Visitámos, primeiro, o grande Stadium para cerca de 15.000 pessoas, onde decorriam espectáculos com gladiadores, cristãos e leões.


Pensa-se que foi fundada pelos gregos pouco depois da Guerra de Tróia, conquistada por Alexandre e, mais tarde, ocupada pelos Romanos.


Fotografámos vários frisos com decorações preciosas, em mármore.
A porta mais antiga da cidade é marcada por duas torres helénicas, em ruínas, mas muito bonitas.


Esta, é precedida por uma outra, romana.
Visitámos as Termas, o mercado (Ágora), as lojas (reconhecem-se as marcações dos espaços comerciais, à esquerda...).
No centro da praça rectangular de colunas, está um edifício redondo: o lugar da Deusa da cidade.
Continuando, dirigimo-nos à alameda principal que era ladeada, à esquerda, por um grande canal que encaminhava as águas que vinham do outeiro da Cordilheira de Toro e forneciam a cidade e os banhos, ao mesmo tempo que refrescavam a avenida.


Continua-se a fazer explorações arqueológicas e reconstruções de uma forma mais ou menos aleatória. As colunas, que eram de mármore na sua origem, são, agora, de cimento.

Conversa de Gigantes

A política de subsídios para estas explorações, é um pouco estranha. Segundo o guia, o Estado só subsidia se se encontrar alguma coisa... Assim, os sarcófagos abundam porque... têm sempre alguma coisa.
Almoçámos no "Rasya Otel", com a brisa do Mediterrâneo a amenizar o calor do sol escaldante. Bom peixe grelhado.
Fotografámos a bela cascata que cai directamente no Mediterrâneo, com o arco-íris a colorir a espuma branca.


De regresso ao "Paraíso Verde", refrescámo-nos nas águas mediterrânicas,


com areia escura e saboreámos um belo pôr-do-sol na companhia de amigos novos.


No dia seguinte, depois da visita às jóias (a Turquia produz joalharia para as principais marcas internacionais), entrámos no Museu Arqueológico de Antalya, que merecia mais uma horinha(...). Tem uma colecção excepcional de esculturas em mármore, romanas, do século II d.C., muitas vindas de Perge. A Galeria dos Deuses foi das salas que mais me marcaram, bem como as máscaras gregas.




A resenha histórica foi feita, pelo guia, em frente de um túmulo da idade do Bronze. Túmulos e sarcófagos, são muitos e, alguns com decorações preciosas.


Hititas, Frígios (o rei Midas...), Persas, Níbios (que inventaram a primeira moeda com valor fixo), Gregos e Romanos, todos deixaram marcas. O almoço foi muito demorado, no "Sultan Saray" e voltámos a ser penalizados no tempo para coisas bem mais interessantes (desvantagens das viagens em grupo...)! Antalya é a Cidade das Laranjas. E "laranja", em turco, diz-se "portakal"... isso mesmo, como Portugal! Há representações de laranjas (grandes bolas cor-de-laranja) por todos os jardins.


E a cidade tem um festival de cinema chamado Altin Portakal (Laranja de Ouro).
O tempo para a visita da Cidade Velha foi, manifestamente, muito curto.
Com a Leninha e o Altino, acelerámos o passo, para fazer o circuito e cumprir com o horário, sem prejudicar o grupo.


Começámos na Praça da República, com um conjunto escultórico, em bronze, com Ataturk, como não poderia deixar de ser. Avista-se o Minarete Estriado


(Yivli Minare), do século XIII, reinado do sultão seljúcida Alaeddin Keykubad, de tijolos vermelhos decorados com azulejos turquesa, e a Mesquita adjacente, que o Pedro tentou visitar mas foi impedido de entrar porque estava a decorrer o culto.
Seguimos até à Torre do Relógio, passando pelo campanário que marcava o limite da Cidade Velha e fazia parte do sistema defensivo da cidade.


Parámos na Porta de Adriano (Hadrian'in Kapisi), datada de 130 d.C., erguida para celebrar a visita do Imperador Adriano. É um monumento espectacular,


formado por três entradas em arco, adornadas por quatro colunas coríntias.
Atravessando a Porta de Adriano, entra-se num outro mundo.
Até ao porto de mar, passámos por casas interessantíssimas, recantos


encantadores, pequenos restaurantes onde apetecia sentar e desfrutar dos jardins intimistas.


Pequenos hotéis encantadores, como o "Kaleiçi Lodge", onde teria sido bom ficar e poder deambular, com tempo e a qualquer hora por estas ruazinhas estreitas e descobrir novos recantos.
Sempre caminhando em direcção ao porto, passámos pelo Minarete Truncado (Kesik Minare), uma torre decapitada, ao lado de umas ruínas que se supõe ter sido um templo grego.


Avistámos, então, o mar,


belíssimo, com a cascata a despenhar-se da arriba, e as montanhas cinzentas, ao fundo. Descemos umas escadas íngremes, fotografando os barcos dos pescadores e os veleiros, lá em baixo.


Contornámos a marina e voltámos a subir, encontrando lojas, velhos restaurantes e esplanadas.


Parámos numa delas e provámos, finalmente, o sumo amargo de romã, misturado com sumo de laranja, para "amaciar", debaixo de um alpendre a meio da subida para o nosso ponto de encontro com o grupo.


Do Parque Karaalioglu, mais fotografias da Cidade Velha e do porto de mar.
À Praça da República já tinham chegado alguns dos companheiros de viagem e o Murat.


As últimas fotografias do Minarete Estriado e da Mesquita e o adeus à bela cidade de Antalya.