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terça-feira, 4 de maio de 2010

SYDNEY e as BLUE MOUNTAINS

12, 13, 14, 15, 16 Fevereiro 2010


Sydney foi fundada em 1788, em Sydney Cove, por Arthur Phillip, líder da primeira frota britânica, como colónia penitenciária. A 26 de Janeiro, um "combóio" de onze barcos desembarca com a sua carga de criminosos,

de prostitutas e de soldados.

Até 1840, dezenas de milhar de condenados teriam o mesmo destino.
Depois, colonos livres,

construindo, à volta da colónia, uma cidade excepcional. É uma das mais multiculturais cidades do mundo e a mais cara cidade australiana.
Rodeada por Parques Nacionais e matas intactas, consegue imaginar-se como seria o local quando cá chegaram os primeiros europeus. Os aborígenes, esses, já cá viviam há mais de 40.000 anos, mas foram, aos poucos, empurrados para fora da área, restando poucos na região.
Actualmente, Sydney tem 4.150.000 de habitantes.
Os hotéis são muito caros. Estamos no "Ibis", um pouco melhor do que os similares em Portugal e muito bem situado, em Kings Street Warf, junto do Darling Harbour.
A chuva e os trovões estragaram qualquer hipótese de passeata a pé. Jantámos no "I Thai", com a chuva a bater na vidraça e as luzes do Darling Harbour como cenário.

O dia seguinte amanheceu cinzento, mas enchemo-nos de coragem e fomos a pé até The Rocks, fotografando, pelo caminho, a St. Patricks Church,

construída em 1840 num local doado por William Davis, um condenado que tomou parte na rebelião irlandesa de 1798 e se tornou o coração da Comunidade Irlandesa em Sydney.
The Rocks foi o local onde os condenados e os ex-condenados construiram a primeira cidade. Trabalhavam durante o dia para o Governo e, no resto do tempo construíram, para si, casas, lojas e pubs, criando uma vida nova neste local.


Como é sábado, as ruazinhas estão cheias de tendas, no mercado de fim-de-semana,

na Argyle Street e nos Argyle Terraces. E lá estava o tríptico dos fundadores da Austrália: o Militar, o Condenado e os Colonos.
Em Circular Bay, a animação é grande. Um aborígene, sentado no chão, toca o didgeridoo e o barbudo com aspecto de "Crocodyle Dundee", vende a música gravada.
Ao longe, a Sydney Opera House e a Sydney Harbour Bridge, observam-nos.
Fizemos um pequeno cruzeiro com a "Capitão Cook", o "Harbour Express" com paragens no Fort Denison,

Taronga Zoo, Shark Island em que a praia tem uma grande rede para protecção contra os tubarões (o guia parece brincar. Será que há, mesmo, ali, tubarões?!?).

Passámos pela Watson's Bay

e saímos no Circular Quay, onde a festa continuava.
Voltámos à St. Georges Street,

para almoçar no "Zia Pina", o restaurante italiano de que tinhamos boas referências da nossa viagem em 2004. E, sim, continua com muito boas pizzas.
Visitámos o Museu de Arte Contemporânea

e uma galeria privada de Ken Dome, artista contemporâneo que parece muito popular na cidade, onde se vêem vários objectos com os seus quadros, desde t-shirts a louça.
E descemos, de novo, ao Circular Quay para visitar a Opera House.
Entretanto, a chuva voltou e sentámo-nos numa esplanada coberta, onde encontrámos uma empregada loura de olho azul que perguntou em português: "Vocês são de Portugal?". Era do sul do Brasil.
Não parou de chover. Apanhámos o ferrie para Darling Harbour e voltámos a fotografar os ícones: a Opera e a Ponte.  
A chuva intensificou-se e... voltámos ao "I Thai": é perto e a comida é boa.
Ainda tentámos o passeiozinho a pé. Os bares estavam cheios, o barulho intenso... regressámos ao hotel e resolvemos ir às Blue Mountains e preencher, aí, a noite que ainda tínhamos vaga. Pela net, reservámos a noite de 15/16 de Fevereiro em Katoomba.


De manhã, caminhámos até à Martin Place,

onde decorria uma cerimónia com seniores do National Service. A praça é de 1891.
A fachada do General Post Office,

em estilo Renascentista, ressalta à vista, bem como a escultura de cubos, em aço inoxidável, a Dobbel Memorial Sculpture de 1979, de William Dobbel.
A Strand Arcade

continua a exercer a sua atracção, pelo charme das suas lojas. Foi o primeiro e mais elegante conjunto de arcadas comerciais do final do século XIX.

De monorail fomos até ao Paddy's Market,

mas está cheio de lojas de chineses, descaracterizado.
Voltámos ao monorail para ir ver os Chinese Gardens, na Chinatown.

Tivemos mais um casamento, de limusine preta, mesmo na entrada.

Ainda fotografámos o portão de entrada da Chinatown

e começou a pingar. Apressámo-nos a entrar de novo no monorail até Darling Harbour, para visitar o "Sydney Wild Life World".


Desde ratos, várias serpentes e cobras, borboletas, lagartos, aranhas, cangurus, coalas (tão bonitinhos, tão dorminhocos) até ao maior crocodilo do Mundo,

passando por térmitas e outros insectos, são 6000 animais num espaço muito bem conseguido.
Eram 14h50min e estavamos cheios de fome. Comemos na "Casa di Nico", numa esplanada do Darling Harbour.
Voltámos ao monorail para subir à Sydney Tower ou AMP Tower (como se chama agora),

porque, entretanto, a chuva parara e estava mais claro. É o observatório mais alto do Hemisfério Sul. Foi concluido em 1981, tem 250 metros de altura e faz parte do Centro Comercial Centrepoint. Subimos ao andar de observação, no 4º nível e fotografámos o geral de 360º e alguns pormenores.

Catedral

Fonte no Hyde Park

Queen Victoria Building

A pé fomos até ao Hyde Park, cujo nome foi dado pelo Governador Macquire. Ao fundo, a Catredal

com uma nave e vitrais lindíssimos, mas não pude fotografar.
Descemos a Macquire Street e fotografámos o Barraks Mint Museum, o Hospital,

o Parliament House

e a State Library. A Iron Church estava em obras e ficou mal na fotografia.
Entrámos no Royal Botanic Garden,

em que nos pedem para "pisar a relva e fazer picnics"!...
Descemos a Bridge Street e fotografámos a casa do primeiro Governador de Sydney,

com belas varandas e que faz parte do Sydney Museum.
Voltámos a jantar no "I Thai". O ambiente é bom e a paisagem para o Darling Harbour é bonita.

Fizemos o check-out depois do pequeno-almoço, deixámos as malas a guardar e saímos para a despedida de Sydney.
O QVB (Queen Victoria Building) foi a primeira paragem.

É um antigo mercado de frutas e flores da época victoriana, de 1890, com paredes de cor de areia dourada e cúpulas verdes de cobre. É um edifício imponente, ocupando um quarteirão inteiro, transformado em "shopping", onde as lojas brilham iluminadas por luz natural, através do tecto de vidro. Suspenso, o relógio real com cópia dos quatro mostradores do Big Ben londrino.

A Sydney Town Hall, de 1969, é um local muito apreciado pelas gentes da cidade. Em frente, a estátua da Rainha Victoria e, na mesma área, a St. Andrew's Cathedral, de estilo Gótico Revivalista, com o seu belíssimo órgão.

Continuámos a caminhar e entrámos no Harbourside, apanhando o ferrie para Circular Bay, aproveitando o sol radioso para fotografar The Rocks,

a Ponte e a Opera, com outra luz.

Almoçámos na esplanada do "Rossini", gozando um autêntico dia de Verão.
Apanhámos um taxi até à William Street, onde fotografámos o "Strand Hotel",

um colorido edifício dos finais do século XIX e levantámos o carro que já estava reservado pela internet.
Passeámos por Paddington, fazendo algumas fotografias das belas casas com terraços victorianos com rendilhados em ferro forjado nas varandas.


E rumámos às Blue Mountains, com muito tráfego.

As Blue Mountains são Parque Nacional desde 1959. Katoomba é o seu centro turístico. Fomos direitos ao "i Centrepoint" para ver as famosas "Three Sisters"

que a lenda diz serem três irmãs do povo Gundunqurra que, apaixonadas por três irmãos de um país vizinho, foram transformadas em pedra pelo feiticeiro para não serem tomadas à força pelos três guerreiros. Os dois povos entraram em guerra e o feiticeiro, que tencionava desfazer o feitiço depois da vitória do seu povo, morreu durante a guerra. E as três irmãs permaneceram transformadas em rochas para todo o sempre!

É uma paisagem impressionante, grandiosa e as três rochas sobressaem como iluminadas com uma luz muito especial.
Ficámos alojados num simpático motel, o "Three Sisters Motel", onde o recepcionista nos pôs a par do que poderíamos fazer no curto espaço de tempo que aqui íamos permanecer. Também nos aconselhou o restaurante "Common Ground Café",

muito acolhedor, cujos donos pertencem ao grupo "Twelve Tribes", vivendo em comunidade, trabalhando todos para essa comunidade e repartindo os lucros por todos!... A nossa mesa chamava-se "Frog" e, para além do barramundi (que estava bom...), comi uma "vegan bowl", com duas bolas de baunilha. Não serviam bebidas alcoólicas, mas condescendiam em deixá-las beber a quem as fosse buscar ao supermercado, o que aconteceu com as cervejas do Alfredo!
À noite, a iluminação das rochas é fraca mas, apesar do frio e do vento, não deixámos de lá ir.


De manhã, dirigimo-nos ao "i Centrepoint", estacionámos o carro e percorremos o percurso "Giant Stairway" até uma escadaria bem íngreme

que, ao descer parecia fácil, mas os músculos bem se queixaram na subida de regresso. Dá uma perspectiva diferente e mais próxima das "Three Sisters". Pelo caminho, fui fotografando os pormenores das raízes das árvores e as flores muito vermelhas,

chamariz para as muitas aves.
De carro, fomos ao "Scenic World", com as três irmãs e o feiticeiro imortalizados à entrada, numa dança imortalizada pelo escultor.

Das várias hipóteses de visita, escolhemos, o "Scenic skyway", o teleférico

sobre as cascatas Katoomba,

admirando, para toda a sua beleza, as "Three Sisters" e toda a cadeia de montes que compõem as Blue Mountains, bem como a floresta e a cascata através do piso de vidro do teleférico.
Depois, pés ao caminho, que é como quem diz, rodas no asfalto até Canberra!

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