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terça-feira, 8 de setembro de 2009

MULHERES DE PESCOÇO COMPRIDO - Long Neck Women

As Mulheres de Pescoço Comprido
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Mae Hong Son - Tailândia
Agosto 2006
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Às oito horas e meia da manhã, o Jazz foi buscar-nos ao hotel. Vestia uma T-shirt verde muito feminina, artesanato das mulheres de pescoço comprido, por cima de umas calças curtas.



Eu, com o Jazz, aguardando para uma viagem de elefante!


Embrenhámo-nos na floresta, atravessando vários canais de água. A estrada passa por vários rios e, por isso, foi necessário construir os canais de cimento para poder atravessá-los com um todo-o-terreno, fora das chuvadas.










As plantas nascem em qualquer lado!






O verde intenso de toda a paisagem!
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A Tailândia tem uma fronteira de 1.800 quilómetros com Mianmar. Esta, antes chamada Birmânia, é uma ditadura militar desde 1962.
A 1 de Janeiro de 1962, o regime democrático terminou com um golpe militar que matou centenas de pessoas e motivou a fuga de mais centenas para países vizinhos.
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A Tailândia recebeu várias tribos, entre elas, as de etnia Karen, cujas mulheres são conhecidas por mulheres de pescoço comprido ou mulheres-girafa.




A beleza, não é um conceito universal. E o conceito de beleza destas mulheres está nos adereços do pescoço e tornozelos.



Aos cinco anos, a mãe coloca argolas de bronze no pescoço da menina. À medida que ela cresce, vão sendo acrescentadas argolas (tira-se um e coloca-se outro maior).

Estudos radiográficos mostram que o que as argolas fazem é deformar a clavícula e, pressionando os ombros para baixo, faz com que as mulheres pareçam ter o pescoço comprido. É totalmente falso o que se diz que, se tirarem o colar, as mulheres morrem por não poderem sustentar a cabeça.É o seu conceito de beleza.





Aos que as criticam, podemos lembrar, nos ocidentais e chamados civilizados, os piercings e as tatuagens nos locais mais variados do corpo.
Quando aqui chegaram, trabalhavam na agricultura. Este trabalho é, agora, exclusividade dos homens da tribo. As mulheres recebem um subsídio do governo tailandês para fazerem artesanato para o turismo.


As crianças frequentam a escola e, à hora que visitámos a aldeia, apenas lá se encontrava uma, porque tivera febre de manhã e a mãe não a enviou à escola.



Bolas de sabão! Briquedo barato!

Éramos os únicos visitantes, além do guia.



As casas, de madeira, alinhavam-se ao longo de duas ruas de terra batida, sobre estacas. Na rua principal, a maioria tinha um alpendre, onde se viam mulheres a preparar alimentos ou a fazer artesanato em madeira, cobre e tecidos.

Entrada da Aldeia




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Algumas “lojas” com exposição de artigos para venda.
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Além de colares e perneira, as caras têm pinturas brancas: é a estampagem de uma folha de árvore que pinta de branco. Esta é outra característica destas tribos da Birmânia (vimo-las na fronteira, em Mãe Sai).
Também encontrámos a mesma árvore nas montanhas perto de Katmandu, no Nepal (1996).
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Numa das tendas, uma jovem cantava, acompanhando-se com uma guitarra artesanal.

Ma Play (MáPé)

Ao lado, uma outra, ocidental, estava pousada. Ma-Play (deve ler-se: MáPé) explicou que lhe foi oferecida por um turista, mas tinha dificuldade em tocá-la.
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O Alfredo pegou nela e facilmente a acompanhou, dando-lhe, inclusivamente, umas dicas para que aperfeiçoasse o acompanhamento, provocando a admiração dela e do Jazz (“Já ouvi isto tantas vezes e nem me atrevo a trautear!...”).



Ma Play (MáPé)

As mulheres são muito simpáticas e afáveis. Ma-Play tinha um disco gravado e comprámo-lo.


Tocando e cantando com Ma Play

Jazz disse-nos que há algumas que foram colegas dele na universidade e, mesmo essas, não prescindem dos colares.
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Na parte mais alta da aldeia, vive uma outra tribo cujas mulheres não usam os colares de cobre. Para elas, a beleza está nas orelhas. Usam brincos cada vez mais pesados, provocando o alongamento do lóbulo. Quanto maiores são as orelhas, mais bonitas de vêem.
Cada um…
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Acabámos o dia num belo almoço, calmamente, ao som das águas do rio Pai, na sua margem e vendo a chuva a cair, furiosa. Prescindimos do passeio de jangada ao longo do rio cujas águas começavam a transbordar e corriam em turbilhão.











Em Roma sê romana!!!
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Foi mais um dos miticos lugares do mundo que conhecemos e adorámos!
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Mae Hong Son, no norte da Tailândia, fica situada num vale, rodeado de montanhas cobertas por flora tropical. A cidade nasceu de um acampamento onde eram amarrados os elefantes dos viajantes. Vizinha de Mianmar (Birmânia), estava isolada até 1965, altura em que foi construída a estrada “1095” que a liga a Chiang Mai por curvas e contra-curvas no meio da floresta e que fizemos de carro com o Jazz, ontem.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

VOLTAS AO MUNDO DE "A" a "Z" - LETRA "E"

Continuando com as nossas voltas ao mundo de "A" a "Z", agora com a letra "E", começamos na Irlanda em ENNIS, vimos a Portugal a ELVAS, regressamos à Irlanda à cidade de ENNISCORTHY, damos um saltinho à Escócia para ver a belíssima cidade de EDIMBURGO e finalmente, terminamos no meio do deserto australiano, num lugar paradisíaco, EDITH FALLS.

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ENNIS - Irlanda - Junho 2008

Pertence ao Condado de Clare, nas margens do rio Fergus.

Cidade medieval encantadora, com as fachadas coloridas das suas lojas.

Remonta ao século XIII e ao clã O'Briens.


As ruas são limpas e calmas






Os turistas gostam de ser fotografados em frente ao colorido das montras!


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ELVAS - Portugal - Maio 2009


No Alto Alentejo, distrito de Portalegre.
Vizinha de Badajoz que fica a 9 Km.

Por aqui passaram Godos, Celtas, Romanos e Árabes, deixando para trás vestígios das suas culturas.

Onde descobrimos, além da belíssima arquitectura, as ameixas e, por causa delas, a Daisy teve que aprender a fazer a sericaia...



O Aqueduto


O Pelourinho


Sinais da arquitectura árabe



Pormenor de uma janela




Elvas ao entardecer


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ENNISCORTHY - Irlanda - Junho 2008

A caminho da Calçada dos Gigantes.
Entre Glendalough e Waterford, uma cidadezinha com um castelo normando não muito bem tratado e a St. Aidan's Cathedral em estilo neo-gótico de 1840.





Fachadas coloridas em quase todas as ruas.






St. Aidan's Cathedral




Castelo normando





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EDIMBURGO - Escócia - Junho 2008

Cidade magnífica, a mais monumental da Grã-Bretanha.

Não chegaram os dois dias que lá passámos para a conhecer como ela merece.

Visitámos o Edinburgh Castle, no centro de basalto de um vulcão extinto.
É um conjunto de edifícios do século XII ao século XX. Na sua esplanada, ocorre, todos os anos, o célebre tatoo, que me faz recordar o tempo de criança porque a televisão portuguesa transmitia-o directamente.

A Royal-Mile, entre o Castelo e o Palácio Holyroodhouse, mostra-nos vários edifícios históricos muito interessantes.
A casa de John Knox, pregador que aqui viveu desde 1560 e o Museu Childwood, são dois dos muitos que merecem a atenção.




Palácio Holyroodhouse


Casa de John Knox


Casa de John Knox


Carlton Hill


North Bridge


North Bridge


North Bridge


Na Royal Mile


Pátio na Royal Mile

Parlamento da Escócia


St. Margaret's Chapel


Arco-Iris

Torres e Pináculos

Vista geral de Edimburgo

O Castelo


Old Town


Lady Stair's House


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EDITH FALLS - Austrália - Agosto 2004
Desvio de 19 quilómetros da nossa rota Darwin/Alice Springs, na Stuart Highway, para ver um parque muito aprazível, com uma cascata e um grande lago, onde os pequenos cangurus wallaby se deixam acariciar.

Edith Falls -1-

Edith Falls -2-


No grande lago podiamos tomar banho!


Aqui os cangurus não fugiam


... e até deixavam fazer festinhas!
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