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sábado, 16 de maio de 2009

VENEZA, O CARNAVAL - 3º DIA

19 Fevereiro
2ª Feira
De manhã, não era a Helena que estava na recepção, era um colega vestido à século XVI, com uma bela cabeleira branca debaixo chapéu e a gola rendada a sair do fato justo azul (o Alexandre). Sim, a Helena tinha-lhe falado na reserva de bilhetes para a visita do Palácio Ducal. Ia tratar disso imediatamente. Pelo telefone, reservou para as 11.30 horas.
Tudo bem. Era cedo. Iríamos de vaporeto até San Marco. Apanhámo-lo do lado de lá da Ponte Scalzi, ali mesmo, em Ferrovia.
San Marco estava calminha. Bom para um belo passeio, para fotografar o Campanilli, as Colunatas, as esculturas do pórtico central da Catedral, São Marcos e os Anjos, os Tetracas (que representam Diocleciano, Maximiano; Valeriano e Constâncio), os mosaicos da fachada (que beleza!...), a Torre do Relógio. O Palácio dos Doges. A Ponte della Paglia e, outra vez, a Ponte dos Suspiros e as esculturas (pequenas) nas laterais da fachada principal do Palácio dos Doges (a
embriaguez de Noé e Adão e Eva).



Muitas máscaras passeando e posando para os fotógrafos.
Fotografámos muitas. Foi a principal razão porque viemos nesta época.
Nas informações do Palácio dos Doges, tínhamos a nossa reserva. Comprámos os bilhetes e, antes da visita, ainda deu para espreitar o Caffé Florian, frequentado por Byron, Dickens e Proust…
Um pouco antes da visita guiada, entrámos.
Escadaria dos Gigantes (Marte e Neptuno)

Palácio dos Doges
O Pátio tem dois poços em bronze (séc. XVI) que são considerados os mais belos de Veneza, com figuras escultóricas muito interessantes.
Na Escadaria dos Gigantes (Marte e Neptuno – esculturas executadas por Sansovino em 1567), chamaram-me a atenção alguns pormenores no início dos corrimãos.

A guia chegou, entretanto. Iria fazer connosco o “Itinerari Segreti” ou Itinerário Secreto, uma visita sinistra pelos escritórios, chancelaria, sala da Inquisição, câmara das torturas (na Sala dei Tre Capi, sala das três cabeças do Conselho dos Dez, fomos brindados com os pormenores da tortura da corda até o prisioneiro -confessar…) e prisões.
Estivemos na cela onde Casanova permaneceu, por ofensas à moral (dormia com uma freira que era filha de um nobre…) e de onde fez uma fuga espectacular, à custa de muitos subornos (…)
Adão e Eva


É cerca de uma hora e meia por lugares sinistros, gelados e sem luz. E no meio da confusão (salas e salinhas e mais escadas e escuridão, e portas que se vão fechando sem hipótese de retorno…) perdi o Alfredo!... A guia, em inglês, perguntou se estávamos todos, depois de lhe ligarem para telefone. Julguei que o Alf estava atrás de todos, e fui deixando passar os 25 do grupo para outro compartimento, para me juntar a ele. E ele não apareceu. Lá fui a correr atrás da guia: “Sorry, sorry, I lost my husband!...” O circuito continua bastante secreto: ninguém entra sem guia e as portas vão sendo fechadas, num labirinto! Mas depois de uma ligação ao guarda, no exterior, lá apareceu o Alf!...


À entrada do itinerário, ainda no exterior, existe um alto-relevo, a “Boca di Leone” (uma face de boca aberta), usada para introduzir cartas com denúncias. Se estas fossem anónimas, seriam queimadas imediatamente (seriam?)
Boca di Leone

Depois, ficámos por nossa conta. E a visita foi mais agradável e bela. Passámos a Scala d’Oro, Sals delle Quatro Porte com frescos de Tintoretto, Anticolegio, Sala da Armaria, a esplêndida Sala Maggior Consiglio (Salão do Grande Conselho) e uma série de corredores e escadas em direcção à Ponte dos Suspiros, que atravessámos, até às Novas Prisões, construídas em 1556 e 1596.
Era esta ponte que os condenados atravessavam antes de ser executados (daí, os suspiros…)
Ponte dos Suspiros
O almoço foi tarde, embora não tão tarde como ontem. Entre San Marco e Rialto, de novo, mas noutro restaurante.
Voltámos a San Marco, para apanhar o vaporeto, para ir visitar o Gueto. Até San Marcuolo e,
Catedral San Marco
Por dentro da Ponte dos Suspiros
depois até ao Gueto.
Gueto

Em 1516, o Conselho dos Dez decretou que todos os judeus de Veneza se confinassem à ilhota de Cannaregio. As comportas dos canais de acesso eram dirigidas por guardas cristãos. O nome de gueto deve-se a uma fundição (“geto” em veneziano) que existia no local. O termo generalizou-se. Só podiam sair de lá com distintivos que os identificassem e só lhes era permitido trabalhar no comércio de tecidos, empréstimos de dinheiro e medicina.Ainda hoje habitam lá judeus, como confirmámos. Vagueámos um pouco, depoi de atravessar a célebre ponte de ferro forjado por onde passavam os judeus. Fotografámos o exterior da sinagoga e confrontámo-nos com o terror do holocausto, no monumento ao mesmo. Para que não se esqueça o que parece que eles já esqueceram ou não querem recordar com justiça…Viemos de vaporeto até Ferrovia, mas bem que poderíamos vir a pé, porque é bem perto do hotel!...
(Continua)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

VENEZA, O CARNAVAL - 2º dia

18 Fevereiro
Domingo
Por volta das dez horas, saímos em direcção à Piazalle Roma, a dois minutos do hotel. Comprámos bilhete para doze horas por 13 euros. Embarcámos e fomos até Fondamente Nuove, onde apanhámos outro vaporeto para Burano, quarenta e cinco minutos, via Torcello.




Entre os passageiros, uma pequena dama mascarada, muito fotografada.
Ao chegar a Burano, as cores fortes das casas enchem-nos os olhares e estimulam as máquinas fotográficas. A pequena ilha é densamente povoada. As pessoas viviam da pesca e das rendas (as belas rendas venezianas eram daqui). Agora, as verdadeiras já quase não se encontram e são caríssimas.
As pessoas, actualmente, vivem do turismo e da venda de rendas e bordados (algumas ainda feitas à mão, mas a maioria podem, também, ser vistas nas lojas dos chineses…). Outro artesanato são bijuterias com vidro de Murano, muito bonitas. Comprámos alguns pendentes e anéis.



Ao chegar, na praça grande, fomos acarinhados com uma sopa de puré de feijão e massinha, bem quente, o que fez aquecer o corpo, na manhã soalheira mas muito fria.
Não sei a que santo era a festa, mas também fez bem à alma. Os de Burano, sabem receber as visitas.


Numa hora e meia, percorremos as pequenas ruas, calmamente, fotografando as fachadas muito coloridas e as janelas floridas.

E a torre da igreja, claro, inclinada, quase como a de Pisa…
Além de vários mascarados.


No regresso ao cais do vaporeto, a praça da sopa estava vazia e limpa. Os visitantes que estavam a chegar, não tiveram a mesma sorte que nós!...




Em Fondamente Nuove, apanhámos outro vaporeto até San Marcos.















Lá chegados, nunca vi tanta gente junta na minha vida. Um mar de gente preenchia toda a praça e Ponte della Paglia. Aqui, um polícia, de um lado e outro, impedia a paragem. Qual foto da Ponte dos Suspiros, qual carapuça! Não parar, não parar, gritavam os guardas. Claro que ainda deu para uma paradinha. Mas a ideia era sair dali. É domingo, é Carnaval. Amanhã, estará melhor!...



Em vez de voltar ao vaporeto, fizemos a aposta na ida a pé para o hotel…Bichas e bichas. No meio da confusão, e não sei como, ainda deu para fotografar alguns dos mascarados que se passeavam.



Sair da Praça de San Marcos, em direcção a Rialto, foi a passo de caracol, sem conseguir dar passadas, mas arrastando os pés, colados ás personagens que iam à nossa frente.
Pela zona de Rialto, desviámos para uma rua estreitinha, atraídos pelo letreiro “Rosteria”. Seriam umas três da tarde, estávamos a almoçar.
Atravessámos depois a Ponte de Rialto e, muito devagar, como numa procissão, seguimos até ao hotel. As ruas estreitam tanto, em algumas zonas, que só cabe uma pessoa em cada sentido. E não havia outra maneira de caminhar.
Previa que Veneza não seria aquela calmaria de há alguns anos atrás, no Verão, mas estava longe de imaginar que fosse esta multidão compacta!
Jantámos, de novo, no “Marciana”, com os empregados a brincar, com graça e saudavelmente, com os clientes.
(Continua)

terça-feira, 12 de maio de 2009

VENEZA, O CARNAVAL

17 FEVEREIRO 2007
Sábado

De Lisboa, via Milão.
Saímos de Lisboa às 8.50 horas.
Chegámos a Veneza por volta das 15.30 ou 16.00horas.
Dirigimo-nos ao balcão da agência que representa a Halcon.
Sem problemas, depois de dez minutos de espera, seguimos atrás de um chapéu mexicano, arrastando a mala, até ao cais onde nos esperava um táxi-barco. E, bem sentados, fomos conduzidos até à porta do “Antiche Figura”. Na Lagoa, a puxar pelo motor, mas quando entrámos no Grande Canal, calmamente.O hotel fica mesmo junto ao canal, com um pequeno cais em frente, com gôndolas e pequenos barcos. È um edifício antigo, adaptado. O nome vem de antigas pinturas que existiam na sua fachada. Fica mesmo ao lado da Igreja de San Simeone Piccolo.
Saindo a sua porta principal, virando à direita e atravessando a Ponte Scalzi, estamos na estação de caminhos-de-ferro.
A Ponte Scalzi, está permanentemente cheia de gente. Gente que sai de Veneza e gente que entra, a caminho de San Marcos ou de Rialto, sempre a pé.

PONTE SCALZI

GONDOLEIRO EM FRENTE AO HOTEL


IGREJA DE S. SIMEONE PICCOLO e
HOTEL ANTICHE FIGURE (o nosso)


GRAN CANALLE E PONTE ACALZI


GRAN CANALLE
GRAN CANALLE




RESTAURANTE MARCIANA
Vulgaríssimo, é o som do arrastar do rodado das malas e maletas. Claro, não há carros em Veneza.
Virando, ainda à direita, mas não atravessando a Ponte Scalzi, sempre à direita, as indicações são direcção San Marcos e Rialto.
Foi esse trajecto que tentámos fazer, depois de abrir a mala e assentar arrais no nosso belo quarto com uma varandinha para o canal e mais duas janelas, uma para o canal e a outra para San Simeone Piccolo.
Mas, cansados e já noite cerrada, desistimos. Entrámos no “Marciana”, um restaurante simpático, no regresso, em direcção ao hotel e bem perto deste. A decoração é bastante original: livros a caírem, empilhados, em estantes por cima das nossas cabeças e, ao fundo, um bem distraído personagem, de mãos nos bolsos, a atravessar a parede, já entre cá e lá. O empregado maior (em tamanho…) fala todas as línguas. Também português: “Queres pão?”. É a única mesa que tem pão. Será defeito nosso? O Alfredo comeu seppie (choquinhos com tinta) com polenta a acompanhar. Eu comi a minha pizza habitual, com cogumelos e fiambre, que aqui se chama “calzone”.

GRAN CANALLE

Para remoer o jantar, a pé, claro, passámos em frente ao “Antiche Figure” e fomos até Piazzalle Roma, que é um dos pontos de transporte mais concorrido de Veneza. Aqui, apanham-se os vaporetos para todo o lado e, em cima, na praceta, os autocarros levam e trazem pessoas de muitos pontos de Itália. Os automóveis, só vêm até aqui.Helena, na recepção, deu-nos algumas dicas sobre o que poderemos fazer nestes dias.
Sugeriu-nos Murano, mas como já conhecemos, vamos a Burano, amanhã.

(continua)

domingo, 3 de maio de 2009

1º DE MAIO - PASSEIO AO ALENTEJO

Jorge no Castelo de Mourão
Igreja do Hotel Convento de S.Paulo
Hotel - Convento de S. Paulo

Fomos direitos a Mourão, onde já nos esperava o Jorge e a Bilay, para almoçar na Adega Velha.
O Restaurante é uma antiga Tasca, onde nos deliciámos com uma excelente sopa de cação, guisado de lebre e cozido de grão. Claro, com umas entradas de enchidos deliciosos, queijos alentejanos e cabeça de xara.
Para sobremesa, sericaia com ameixas de Elvas, encharcada e bolo de ranço.
Tudo bem regado com vinho da pipa.
Adega Velha - (colecção de rádios)
Castelo de Mourão
Castelo de Mourão
Mourão
Seguimos para uma visita à aldeia da Luz, reconstruída, tendo a aldeia original, ficado debaixo das águas da Barragem do Alqueva.

Monsaraz: Vila medieval rodeada de muralhas com belas ruas calcetadas de xisto e casas de paredes de um branco imaculado.
Monsaraz
Monsaraz
Monsaraz
Monsaraz
Monsaraz - Jorge e Daisy
Demos um saltinho a Badajoz, deambulámos por Elvas onde comprámos as famosas ameixas e diversos tipos de queijos que nos deliciaram ao chegar a casa, mas que nos deixaram um cheiro tremendo no carro!
Elvas
Elvas
Jantámos em Estremoz, e separámo-nos do Jorge e da Bilay, que regressaram a Faro. Nós fomos para o Hotel, Convento de S. Paulo.

Claustros do Hotel do Convento de S. Paulo

2 de Maio 2009
Este Hotel, situado na Serra D’ossa, era um antigo convento, construído em 1182 e ocupado pela Ordem de S. Paulo Eremita. Tem belos azulejos de António de Oliveira Bernardes (este artista, tem telas no Museu de Arouca e frescos na Igreja de Beja).

Azulejos da Igreja do Convento S.Paulo
A História diz que D. Sebastião pernoitou aqui, antes de seguir para Alcácer-Quibir.
Interior da Igreja do Redondo
No dia seguinte, acordados pelo cantar dum cuco, que contrastava com o profundo silêncio do local!
Depois do pequeno-almoço, regressámos a casa passando, ainda em visita pelo Redondo, com a sua belíssima Igreja.
Fachada da Igreja do Redondo

Interior da Igreja do Redondo

Redondo - quotidiano Redondo

Alandroal, com o seu castelo de pedra escura, a contrastar com o branco da Igreja.

Alandroal

Alandroal


Vila Viçosa com o seu Paço Ducal e Castelo e finalmente Borba onde fotografámos o Chafariz.
Vila Viçosa
Vila Viçosa Chafariz
E ainda um Campo de Papoilas